Carrapato em mão humana

Carrapato em mão humana

Todo dono de cachorro sabe a importância do passeio e de fazer atividades que permitam que o pet gaste energia. No entanto, uma caminhada inocente, sem os devidos cuidados, pode trazer algumas surpresas desagradáveis, como o carrapato.

Para ajudá-lo a entender melhor sobre esse assunto, explicaremos neste post os perigos desse parasita para a saúde de um cão e quais são as precauções necessárias para evitá-los. Confira:

Como o cachorro pega carrapato?

Locais com grama e com a presença de outros cães ou animais de estimação são os que têm mais chances do seu pet pegar carrapato. O ideal, nesses casos, é investir em uma das formas de prevenção contra o parasita, como coleiras, talcos, sprays, comprimidos etc. Tenha em mente que eles estão, normalmente, escondidos nesses ambientes e em busca de um hospedeiro.

Além disso, após todo passeio, é imprescindível fazer uma “varredura” no pelo do animal e verificar se ele mesmo assim não pegou algum. As áreas do corpo em que eles preferem se alojar são cabeça, orelhas, pescoço e pés, mas caso se torne uma infestação mais séria, outras partes também serão afetadas.

Quais são os riscos para a saúde do cão?

O carrapato é um parasita que se aloja no pelo do cão e se alimenta de sangue — para você ter uma ideia, algumas fêmeas são capazes de consumir mais de 8 mL. Isso é perigoso, pois se a infestação ganha proporções maiores, existem casos em que o cão morre por perda de sangue.

Os carrapatos também podem transmitir doenças — como veremos no próximo tópico — ou, como deixam os cães mais fracos, torna-se mais fácil que ele seja contagiado por outras patologias.

Quais doenças podem ser transmitidas pelo carrapato?

Ele pode desenvolver anemia, a chamada paralisia do carrapato e ter irritações ou infecções na pele. Em alguns casos, pode desenvolver algumas doenças mais graves, como:

Doença de Lyme

Apesar de ainda não ser tão comum no Brasil, já foram identificados casos da doença em alguns cães e pessoas. Por conta disso, não há vacina contra a doença em nosso país.

Nos animais, ela provoca febre, dor intensa nas articulações e prostração. Se não tratada a tempo, causa problemas em diferente órgãos. Já em seres humanos, surgem lesões eritematosas na pele.

Erliquiose Canina

Normalmente transmitida aos cães pela bactéria Ehrlichia sp, essa doença também pode afetar gatos e seres humanos. Para identificar se o seu pet desenvolveu essa doença, observe os seguintes sintomas:

  • prostração;
  • sangramentos no nariz e na pele;
  • falta de apetite;
  • anemia.

Leve-o imediatamente ao veterinário, pois indicará quais são os exames necessários para o diagnóstico e o tratamento adequado.

Infelizmente, não existe vacina para prevenir o seu cão contra essa doença, portanto, a medida mais eficaz é conter a infestação.

Febre Maculosa

Comumente transmitida pelo carrapato estrela, a Febre Maculosa acomete o cão cerca de 4 ou 6 horas após a picada do parasita contaminado. Em seres humanos, isso acontece de forma imediata, apresentando sintomas como manchas avermelhadas no corpo, dores fortes no corpo, de cabeça e febre.

Babesiose Canina

Se o seu cão está demonstrando tristeza, tem perdido peso progressivamente e está com pouca energia, esses podem ser sinais da Babesiose Canina. Essa é uma doença grave, que ataca os glóbulos vermelhos do animal e que provoca anemia forte.

Assim como as outras doenças que citamos, não existe vacina e o ideal é levar o seu cão o quanto antes para se consultar com um veterinário. Dessa forma, ele indicará qual é o tratamento mais apropriado e efetivo.

Entendeu a importância de evitar que o seu cão tenha carrapato? Quer mais dicas de cuidados para garantir a saúde e o bem-estar do seu pet? Então, assine a nossa newsletter e receba nossos conteúdos em primeira mão!

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