Cão e gato deitados

Cão e gato deitados

Infelizmente, é comum encontrarmos cães e gatos abandonados nas ruas das cidades. No entanto, essa situação tem se tornado mais grave do que a gente imagina. Para você ter ideia, de acordo com a Organização Mundial de Saúde são mais de 30 milhões de animais vivendo nas ruas do Brasil — 10 milhões de gatos e 20 milhões de cães.

Diante dessa situação recorrente e que tem tomado proporções cada vez maiores, você já deve ter se perguntado mais de uma vez sobre o que pode fazer para ajudar no resgate de animais, não é mesmo?

Foi pensando nisso que produzimos este post. Nele, vamos explicar o que deve ser feito durante o resgate de animais e quais cuidados devem ser tomados. Confira:

O que fazer durante o resgate de animais?

Por estar na rua, o pet, provavelmente, estará bastante assustado e acuado. Portanto, o ideal é que você se aproxime com cuidado e vá conquistando a confiança dele aos poucos — no próximo tópico vamos explicar alguns cuidados que devem ser tomados ao pegar o animal.

Você pode, por exemplo, colocar um pote de ração à vista do pet e permitir que ele vá se aproximando por conta própria. Veja qual é a reação dele quando você chega mais perto e evite movimentos bruscos. Se for uma mãe com filhotes, por exemplo, ela pode estar com uma postura mais defensiva e todo cuidado é pouco.

Além disso, é importante checar se ele tem alguma identificação, pois, assim, você poderá entrar em contato com os donos e avisar que o encontrou.

Quais cuidados devem ser tomados?

Conquistou a confiança do cão ou gato de rua? O primeiro passo é observar a situação do animal. Ele aparenta estar machucado? Com feridas, pulgas ou carrapatos? Evite entrar em contato direto com ele, pois você não sabe se ele tem alguma doença ou se o temperamento está afetado por conta de todo estresse que está passando.

O ideal é envolver o animal com uma manta quando for pegá-lo e, se possível, colocar coleira e focinheira. Leve também uma caixa para transportá-lo, pois delimitar o espaço em que está ajudará a diminuir o medo dele.

Caso o animal esteja infestado com pulgas, existe um medicamento, o Capstar, que ajuda a conter a situação depois de 30 minutos da ingestão. Essa pode ser uma medida preventiva interessante.

Em hipótese alguma permita que o pet resgatado entre em contato com outros, caso você já tenha algum. Essa medida vai ser essencial para não permitir o contágio de doenças e parasitas.

Até decidir o que vai ser feito com o cão ou gato resgatado, é importante separar um espaço para ele, com água, ração e um jornal para que faça as necessidades. Além disso, lave sempre muito bem as mãos após qualquer tipo de contato com ele.

Se possível, leve o animal resgatado até uma clínica veterinária, essa ação é necessária para garantir que está tudo bem. Certamente, o profissional vai fazer alguns exames, indicar a vermifugação e, depois de garantir que a saúde dele está em dia, vaciná-lo. Considerar a possibilidade de castrá-lo também vai ser imprescindível.

Sabemos que todas essas medidas vão custar uma boa quantia. Nossa sugestão é que você faça uma campanha pedindo a ajuda de amigos, entre em contato com ONGs de proteção animal ou procure por hospitais veterinários gratuitos.

Não posso ficar com ele. E agora?

Por melhor que seja a sua intenção, nem sempre é possível ficar com o pet resgatado. Nesses casos, o ideal é entrar em contato com diferentes ONGs que recebem animais abandonados e verificar se elas podem recebê-lo.

Além disso, divulgue em suas redes sociais que esse animalzinho está precisando urgentemente de um novo lar. Peça também aos seus amigos para ajudar na divulgação, pois, assim, mais gente ficará por dentro da situação.

No entanto, não o entregue para a primeira pessoa que surgir. É importante reforçar a necessidade da adoção responsável, na qual temos certeza de que o futuro dono do animal vai cuidar bem dele, dando muito carinho e amor e garantindo o seu bem-estar.

É indicado que você vá até a casa da pessoa que vai adotá-lo e verifique se é um ambiente propício para que o pet viva bem. Para garantir que tudo corra bem, indicamos que você crie um termo de adoção, no qual a pessoa que vai ficar com ele se compromete a tomar algumas medidas — você encontra vários modelos na internet.

Já passou por alguma situação em que participou do resgate de animais? Tem alguma dica para compartilhar com a gente sobre o assunto? Deixe o seu comentário!

4 Replies to “Resgate de animais: como ajudar os animais abandonados?”

  1. Já me deparei com animais precisando de resgate, passei o dia todo tentando contato com entidades de adoção e do governo, mas NINGUÉM pôde ajudar. Não estou falando de uma, nem duas, mas de dezenas. As clínicas veterinárias idem, por medo de contaminação. Ou seja, ninguém quer, seja porque está lotado, ou porque não tem como vir resgatá-lo ou tratá-lo. Eu tenho outro animal em casa e, cfe. dito na reportagem, não tenho como levar para a minha casa. A maior parte das ONGs esconde inclusive seus telefones e/ou endereços para que as pessoas não abandonem mais animais lá.

    1. Oi Rodrigo. Pois é, a coisa é complicada. ONGs sempre acabam “pagando o pato” porque as pessoas acham que é depósito de animais. O mais importante é lutar pela posse responsável. As pessoas precisam para de achar que animal é brinquedo e que, quando ” enjoam”, simplesmente largam. Eu também já resgatei, e tive que ficar com a cadelinha.

  2. Nem sei quantos resgates fiz mas Lar Temporário já cheguei nos 12. Alguns foram adotados e outros acabaram ficando estando no momento com 11 cachorros. Tenho uma veterinária que agora é mais que amiga e parceira que me ajuda muito nisso, facilitando pagamento, fazendo preço de custo de vacinas e procedimentos. Todos aqui são castrados e vacinados e usam coleiras repelentes pois nossa cidade é epidêmica de leishmaniose. Enfim, o que recebo mensalmente gasto com eles porque também prezo pela boa alimentação deles evitando assim que tenham doenças. Aprendi nos últimos anos que todos somos responsáveis pelos animais, principalmente abandonados e não devemos cobrar de ONG’s que na maioria das vezes nem recebem ajuda do município, vivendo de doações de pessoas comuns; Abrigos de ONG’s é sonho também. Dependem de voluntários para dar Lar Temporário pois internar tem alto custo e veterinário não pode fazer caridade de atender todo animal que aparece ou é resgatado. Aqui em Bauru temos algumas ONG’s mas não é a maioria que presta ou preza pela castração e doação responsável.
    Como melhorar a situação dos animais é difícil, tento sempre esclarecer as pessoas sobre adoção responsável, importância de vacinas e castração.
    Quando a situação financeira aperta peço ajuda e consigo de alguns amigos, alguns que nem conheço pessoalmente, faço rifas…
    Não tomo todos cuidados acima citados pois aqui são todos bem cuidados e vacinados e minha vet sempre diz que sou uma das melhores clientes dela pelo cuidado que tenho com eles(e não pelo lucro já que ela me cubra só os custos dos produtos).

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