Veterinário examinando cachorro

Veterinário examinando cachorro

Dar remédio para pets é uma atividade complexa e, muitas vezes, imprevisível — para as pessoas. Afinal, cada animalzinho se comporta de uma maneira, e quase nunca eles parecem abertos a entender que se trata de algo benéfico para eles.

Isso, entretanto, não exclui a necessidade de medicá-los, consultar um veterinário, seguir à risca as suas orientações e brigar contra a indisposição do seu gato ou cãozinho para que melhore rapidamente.

Muitas pessoas abusam da criatividade para contornar o gênio difícil do bichinho, mas, em alguns casos, a alternativa pode não ser uma boa ideia por reduzir a eficácia do princípio ativo do remédio — como dissolver comprimidos em água.

Por isso, reunimos neste post tudo o que você precisa saber sobre dar remédio para animal de estimação, como algumas dicas para medicá-los, a relevância da figura do veterinário para realizar o diagnóstico da maneira adequada e até mesmo os riscos em tentar fazê-lo por conta própria.

Descubra como dar remédio para animal de estimação pode ser difícil, mas se trata de uma dificuldade necessária para superar todo tipo de problema de saúde que acomete os nossos amiguinhos!

Preciso dar remédio para meu animal de estimação, e agora?

Há quem trema só em imaginar o esforço em lidar com a lista de medicamentos dada pelo médico-veterinário.

Ainda mais quando ela é composta por comprimidos e líquidos, o que torna o desafio maior, já que cães e gatos têm o costume de fechar a boca quando percebem a nossa intenção.

Dessa maneira, acontecem algumas consequências que podem ser bastante prejudiciais ao animal de estimação, como:

  • administração errada do remédio;
  • desatenção, o que pode ocasionar no cão ou gato cuspir o medicamento posteriormente;
  • dosagem errada, muitas vezes, decorrente da dificuldade em ministrar todas as gostas de um medicamento líquido, interferindo na qualidade do tratamento;
  • soluções criativas e bem-sucedidas, mas que podem anular ou reduzir a eficiência do princípio ativo de cada remédio.

Em outros casos, as pessoas — ou mesmo o veterinário — não atentam para saber o melhor caminho para administrar um remédio para animal de estimação, o que leva aos problemas acima mencionados.

Por isso, vamos começar pelo básico: a diferenciação dos dois principais tipos de remédios usados, que é o comprimido e o medicamento em suspensão (o líquido).

O primeiro é costumeiramente prescrito para animais adultos (embora não seja uma regra), pois eles encontram mais facilidade para ingerir a drágea — além de ser possível esconder o medicamento em um alimento grande o suficiente.

O remédio líquido, por sua vez, é considerado mais fácil por muitas pessoas, que contam até mesmo com uma disposição maior do animal de estimação. A dificuldade, no entanto, está em observar se a dosagem certa foi aplicada.

Qual é a importância de levar o pet ao veterinário?

Se você encontra dificuldades em dar remédio para animal de estimação, saiba que sua batalha não é travada sem companhia: muitos veem a tarefa como algo estressante (para o animalzinho) e acabam administrando o tratamento da maneira errada.

Há quem sequer inicie o tratamento e quem abandone-o pela metade, pois acha que o estresse causado no cão ou gato não vale as tentativas em fazê-los ingerir o medicamento.

Acontece que, mediante a necessidade de usar algum tipo de remédio para animal de estimação, o caso é sério e precisa ser tratado com paciência e disciplina. Principalmente, porque os animais conseguem se comunicar conosco, mas com algumas limitações.

Como exemplo, existe quem abandone o tratamento por achar que o animal de estimação está melhor e não querer estressá-lo, quando, na verdade, os sintomas apenas diminuíram.

Até por isso, já mencionamos a importância do veterinário nesse processo. Afinal, ele entende dos melhores caminhos para conseguir a melhor administração dos remédios, além de ter muito mais conhecimento técnico e instrumentos que permitam o diagnóstico preciso.

Daí a relevância em levar o seu bichinho regularmente ao veterinário, o que ajuda a prevenir todo tipo de enfermidade, a fortalecer o sistema imunológico e também a observar qualquer situação que possa interferir na saúde e qualidade de vida dos seus companheirinhos.

Além disso, essa frequência elevada ajuda a identificar novas maneiras de cuidar bem do animal de estimação e até mesmo a analisar com mais eficiência qualquer sintoma que ele apresentar, já que essa troca de conhecimentos é fundamental em uma consulta veterinária.

Mas, no que diz respeito à aplicação do remédio para animal de estimação, é válido ler a bula/rotulagem do remédio, pois isso ajuda a encontrar uma série de informações importantes, como:

  • a dosagem média a ser administrada para animais de diferentes portes;
  • a via de administração;
  • o que fazer em caso da administração incorreta da dosagem;
  • o período mínimo e o máximo por que o produto deve ser utilizado.

Isso tudo, entretanto, precede o momento em que você precisa encontrar a melhor solução para dar o remédio para seu animal de estimação — algo que veremos aos montes no tópico seguinte!

Como dar remédio para animal de estimação?

Quando o veterinário não está por perto e é a hora da verdade entre você e o seu animalzinho, é importante manter a calma e não se estressar, pois isso ajuda a contribuir para a ansiedade do bichinho em se desvencilhar do seu abraço com intenções benéficas, mas que vão além do afago.

A solução mais popular é a tentativa de esconder o comprimido em um petisco (como um pedaço de pão), mas a perspicácia de alguns animais — especialmente os cães e gatos — pode colocar a perder a sua estratégia.

Sem falar que, como já mencionamos, existem remédios que não podem ser triturados ou ter a sua película removida para diluir em água, por exemplo. Isso pode interferir no tratamento e, consequentemente, na saúde do seu animal de estimação.

Aí vão, então, algumas dicas para você que deseja aprender como dar remédio para animal de estimação:

  • pergunte ao veterinário sobre a possibilidade de diluir, triturar ou mascarar o remédio em petiscos;
  • caso o tratamento seja longo, uma boa ideia é associar os horários de remédios com ações positivas, como um petisco, uma sessão de carinhos, passeios (que, inclusive, ajudam a gastar a energia do cãozinho destruidor) ou brincadeiras;
  • felinos podem ser verdadeiros desafios para se administrar a medicação, mas é mais fácil abrir a boca deles e colocar o remédio além do alcance de sua língua, pois isso evita que eles sintam o sabor comumente desagradável do produto;
  • para evitar aquela unhada dolorida durante a tentativa de fuga, pegue o seu gato no colo e enrole-o em uma toalha;
  • caso queira (e possa) mascarar o remédio em petiscos (como pão, salsicha ou carne, entre outros), dê, num primeiro momento, o petisco sem remédio. No segundo pedaço, coloque o comprimido dentro;
  • um terceiro pedaço de petisco é bem-vindo como recompensa para o animal, reafirmando o aspecto positivo da tarefa;
  • cuidado com antibióticos que tenham tetraciclina e doxiciclina em suas composições, pois eles não devem ser tomados junto de leite e derivados, pois o cálcio prejudica a absorção da propriedade ativa do medicamento;
  • caso consiga, o método mais eficiente e recomendado é colocar o animal de estimação entre as suas pernas, elevar o focinho deles, abrir a boca e colocar o remédio além do alcance da língua, massageando a região do pescoço em seguida;
  • para remédios líquidos, a situação é similar, mas, caso o animal rejeite a dosagem direta, deve-se colocar o remédio em uma seringa sem agulha para administrar o tratamento no bichinho.

Viu como existem diversas maneiras de seduzir o seu animalzinho, fazendo com que a administração de remédios não seja uma verdadeira tormenta?

Para facilitar ainda mais, vamos ensinar também um método eficiente para abrir a boca dos seus cães e gatos, caso tenha interesse em usar a maneira prática de medicá-los:

  • deposite uma das mãos sobre o focinho do animal, com o auxílio dos dedos para levantar os lábios e dentes;
  • com a outra mão, segure o comprimido entre os dedos polegar e indicador, usando o dedo médio para manter a boca do animal aberta (em sua parte inferior);
  • coloque o remédio bem no fundo, em sua língua, para que fique difícil de cuspir o comprimido.

O método com líquido é similar, como já vimos, então pode ser que a sua tarefa seja mais fácil e que você possa abrir mão de técnicas mirabolantes para dar remédio para animal de estimação.

É possível dar remédio manipulado para animal de estimação?

Não é recente o uso de remédios manipulados para tratar e prevenir uma série de enfermidades. Agora, para animais de estimação, a história pode ser uma curiosa novidade.

Ainda mais porque os manipulados podem ser feitos para lidar de maneira mais personalizada — a partir da elaboração de uma fórmula sob medida — para atender às suas necessidades e outras particularidades, como:

  • especificações do tratamento;
  • necessidades que determinado animal possa ter;
  • ajustar a dosagem ideal, de modo que você tenha a medida certa para o seu animal;
  • peso e tamanho do animal.

Além disso, é possível fazer com que esse tipo de medicamento valorize a dosagem certa com base na necessidade de determinada substância para qualificar o tratamento. E reduz o desperdício de medicamentos que ficam em estoque, quando finalizado o período de medicação.

Afinal de contas, os remédios manipulados são pensados de acordo com os dias e doses que serão necessários até que o animalzinho de estimação esteja com a saúde em dia. Sem falar que formatos, texturas e sabores variados podem ser pensados, reduzindo o amargor, por exemplo, além de facilitar a administração dos remédios.

A nossa recomendação, nesses casos, é verificar com o seu veterinário a possibilidade de substituir os remédios convencionais pelos manipulados — desde que existam benefícios nessa mudança, é claro.

Mas algo que ajuda a reforçar o quanto essa alternativa é benéfica ao dar remédio para animal de estimação é o resultado de um estudo aplicado pela Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet).

Nele, ficou evidente que o faturamento do ramo pet de quase R$ 15 bilhões em 2012 e a expectativa de ascendência desses números para os anos seguintes são ótimos indicativos de que é bastante possível realizar essa mudança — e o quanto ela pode contribuir para a manutenção da saúde dos seus animais de estimação.

Vale também a explicação, aqui, a respeito da importância em usar apenas medicamentos veterinários que sejam registrados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Isso porque esse é o órgão regulador desse tipo de medicação e traz, em suas exigências, todo tipo de cuidado e atenção que devem ser tomados e garantidos para que os produtos conservem a sua eficácia e segurança.

Assim, você se certifica, também, de que tem a melhor alternativa e solução para as enfermidades que acometerem os seus bichinhos.

Portanto, recuse todo tipo de medicamento que não tenha passado pelo rigor técnico do MAPA e, inclusive, os medicamentos manipulados, pois é proibido o uso de qualquer produto veterinário manipulado sem a sua devida autorização.

Por que seguir à risca as orientações do veterinário?

Você pode achar que administrar remédio para animal de estimação é uma tarefa difícil, mas as consequências do uso indevido e de ignorar outras recomendações do veterinário são ainda piores.

Em muitos casos, o que se pode perceber é a demora na eficácia do tratamento, a deterioração no quadro clínico do seu pet ou mesmo situações mais drásticas, como o óbito do animal.

Por isso, seguir as recomendações veterinárias é determinante para um tratamento mais ágil e eficaz. Principalmente, porque não se trata de uma simples exigência aleatória.

Afinal, hoje em dia, a medicina está cada vez mais alinhada com os conceitos da cronofarmacologia, que vêm ruindo aos poucos aquela noção de que podemos medicar os animais “duas vezes ao dia”, por exemplo, a qualquer hora.

Dessa maneira, a ideia reside no cumprimento rigoroso dos horários estabelecidos e também na duração do tratamento, pois ambos vão contribuir para que os efeitos terapêuticos sejam maximizados e todo tipo de risco colateral, minimizado.

O que é a cronofarmacologia?

A técnica — uma junção de três palavras gregas: crono (tempo), fármaco (remédio) e logia (ciência) — consiste em oferecer mais eficiência e segurança na administração de remédios, de modo que a sua concentração tenha duração maior no organismo, por meio do alinhamento com os ritmos biológicos de cada paciente.

A popularização dessa ciência se deve às diferenças entre cada ser vivo quando o assunto é a influência de fenômenos ambientais em nosso ritmo biológico. Como exemplo, podemos citar:

  • as estações do ano;
  • as fases da lua;
  • as oscilações das marés;
  • os períodos entre dia e noite.

Isso porque esses agentes externos e periódicos podem interferir no funcionamento do organismo. E, com a cronofarmacologia, tudo é pensado para que o princípio ativo do remédio seja absorvido da melhor forma possível.

Assim, há a possibilidade de obter uma resposta muito mais imediata e positiva, tendo em vista que a orientação do veterinário em dar remédio para animal de estimação em determinados horários — e por certo período de tempo — leva tais fatores em conta.

Por isso, cada remédio deve ser administrado no horário certo, o que também reduz os riscos colaterais, como já mencionamos. Trata-se de uma combinação de elementos detalhadamente pensados para aprimorar a saúde do bichinho e, também, reduzir certos aspectos negativos do tratamento.

Por que o diagnóstico e medicamento caseiros não são boas soluções?

Caso você já tenha lido o nosso post até aqui, já deve ter compreendido que o veterinário tem uma importante parte no tratamento dos seus animais de estimação.

Cabe às pessoas que cuidam do animalzinho seguir as suas orientações, porque ninguém melhor do que o médico-veterinário para avaliar os melhores medicamentos, os melhores horários e a duração da administração dos comprimidos ou remédios líquidos.

Por isso, é perigoso julgar que um ou outro sintoma seja o suficiente para você apresentar um diagnóstico do tipo de enfermidade de que o seu cãozinho ou gato pode estar sofrendo.

Sem falar que o diagnóstico errado e a escolha indevida de medicamentos para administrar a doença podem agravar a condição do animal, o que vai, consequentemente, exigir um tratamento mais prolongado e específico em outras necessidades decorrentes desse erro.

Por que procuramos por um médico-veterinário e qual é a importância em ouvi-lo?

Diferentemente de diferentes serviços para pets, que visam mais conveniência, praticidade, segurança e lazer para eles, o médico-veterinário é aquela figura que tem tudo à mão para entender o que tem acontecido com o organismo do seu companheirinho.

A partir dessa consulta, vêm o diagnóstico, a prescrição do tratamento e os devidos remédios. Por isso, após a visita ao veterinário, por que não ouvi-lo?

Afinal, ele entende o que deve ser feito para que o resultado seja o mais eficaz possível. Claro que você tem o direito de discordar, afinal, ninguém é infalível, podendo cometer equívocos, mas ignorar as recomendações e orientações acaba por levar essa baita responsabilidade para você.

O mais interessante, nesses casos, é usar o conhecimento médico do veterinário para resumir todas as suas dúvidas e apontamentos em soluções e em compreensão do que vai ser feito com o seu cãozinho ou gatinho, por exemplo.

Dessa maneira, você se cerca de cuidados para tomar a melhor decisão no que diz respeito à saúde do seu animal de estimação — como já falamos a respeito.

Além disso, lembre-se de consultar o profissional para cada mudança que você tiver pensado ao longo do tratamento e que não condisser com o que foi prescrito.

E, caso você não concorde de modo algum com o diagnóstico ou tratamento indicado, é sempre válido recorrer a uma segunda opinião profissional, algo muito melhor do que seguir a intuição ou o conselho de pessoas que têm pouco conhecimento sobre o assunto.

Para você entender a relevância de ouvir sempre a opinião e indicações do seu veterinário, confira alguns dos problemas que podem acontecer em decorrência do diagnóstico caseiro e da aplicação de remédios errados — como medicamentos feitos para humanos:

Remédios errados

Aqui, as dificuldades podem começar na escolha dos remédios, pois, quando a escolha é inadequada, é possível agravar o problema de saúde do animalzinho. Sem falar que alguns remédios que estamos acostumados a tomar são terminantemente proibidos para eles, como:

  • analgésicos (como a popular aspirina e o paracetamol);
  • antidepressivos;
  • anti-inflamatórios (como piroxicam, diclofenaco e ibuprofeno);
  • antissépticos por via urinária (como é o caso dos princípios ativos de sepurim ou pirydium);
  • colutórios (os enxaguantes e anestésicos que usamos para a higiene da boca e alívio da garganta);
  • descongestionantes nasais e também os antigripais.

São, portanto, medicamentos tóxicos e com uma dosagem muito superior — em alguns casos — à necessária ou segura para os animais de estimação, o que pode causar até mesmo falência aguda de alguns órgãos, levando-os ao óbito.

Ingestão acidental de medicamentos para humanos

Da mesma maneira que mantemos os remédios longe do alcance de crianças, é importante mantê-los afastados da curiosidade do seu gato ou cão.

Agora, caso ocorra essa ingestão acidental, verifique se o seu animal de estimação apresenta sintomas como:

  • convulsão;
  • diarreia;
  • dificuldade respiratória;
  • dor abdominal;
  • falta de apetite;
  • prostração intensa;
  • vômito.

Tendo uma ou mais condições como as citadas acima, leve o seu bichinho ao veterinário imediatamente e evite aplicar soluções caseiras para remediar a situação.

Aprenda como dar remédio para animal de estimação conosco

E então, o que achou deste post? As informações foram importantes para ajudá-lo a cuidar devidamente do seu animalzinho de estimação?

Esperamos que, agora, você entenda perfeitamente o quanto o veterinário é uma figura importante no tratamento dos seus animais, bem como as possibilidades de medicamentos que você pode encontrar e, principalmente, algumas técnicas para facilitar a aplicação.

Mas, caso tenha ficado com alguma dúvida sobre o assunto ou queira saber um pouco mais a respeito de como dar remédio para animal de estimação sem estressá-lo ou estressar a si mesmo, entre em contato conosco e confira tudo o que a Pata a Pata pode fazer pelo seu estimado companheiro!

2 Replies to “Como dar remédio para pets da forma certa?”

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