Fungos em cães e gatos são mais comuns do que os donos gostariam. Mas não há motivo para desespero: atualmente, uma série de soluções para o problema estão disponíveis. Fora isso, o mal pode ser evitado com algumas medidas simples.

 

Identifique a micose: Alimentando-se de tecidos mortos, como pele e pelos, os fungos estimulam o surgimento de manchas, quedas de pelo, caspa ou, inclusive, ferimentos graves e profundos na pele. “Tudo varia de acordo com o tipo de fungo. A identificação da micose é feita pelo veterinário, raspando parte da lesão”, orienta o veterinário Mario Chavao. Orelhas, cauda, face e barriga são os locais mais afetados.

 

Cuidado com a umidade: Por se tratar de uma zoonose, as micoses podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. No entanto, alguns fungos fazem parte da microbiota dos animais, sem causar danos. “É importante evitar a exposição de cães e gatos a ambientes úmidos, mantendo o corpo do animal sempre seco, com atenção especial às orelhas”, recomenda.

 

Procure um veterinário: Caso você identifique a presença de fungos no pelo do seu animal, não utilize qualquer medicamento, shampoo ou sabonete sem a orientação do veterinário. “Esse cuidado evita que as lesões sejam ‘mascaradas’, dificultando o diagnóstico e tratamento corretos”, aponta Mario. Assim que o veterinário der seu parecer, inicie o tratamento adequado e mantenha o animal em quarentena, evitando que ele contamine outros bichos.

 

Avalie a higiene do pet shop: O melhor remédio ainda é a prevenção. Certifique-se de que o pet shop que você leva seu bichinho separe animais infectados dos saudáveis e mantenha limpos objetos que ele usa com frequência. Verifique, também, se há a aplicação de produtos especiais com antifungo na hora do banho, e mantenha o pelo sempre bem aparado.

gato fungos

Fungo em gatos é perigoso: Uma doença bastante grave, mas ainda pouco conhecida pelos donos, é a Esporotricose Felina. “Os gatos transmitem uns aos outros e, ainda, para os seres humanos através de arranhões”, explica. Uma vez dentro do organismo do hospedeiro, o fungo espalha-se pelo sistema linfático, causando lesões graves, dolorosas e de difícil tratamento. A doença, cujos sintomas são machucados purulentos, pode levar o gato à morte.

 

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