Doenças de animais: entenda os sintomas das mais comuns

Cão sendo examinado

Cão sendo examinado

Ao longo da vida de um animal de estimação, muitas são as doenças que ele pode pegar ou desenvolver. Para que você seja capaz de perceber qualquer sinal estranho, independentemente da fase da vida em que ele está, decidimos listar as doenças de animais mais comuns em cada idade, seja ele filhote, adulto ou idoso.

Neste post, você vai conferir as principais doenças de animais, qual período da vida elas costumam aparecer com maior frequência e o que fazer para evitar doenças contagiosas. Acompanhe:

Quais sinais o pet apresenta quando está doente?

Antes de conhecer as principais doenças de animais, é preciso estar ciente sobre alguns sinais que o pet pode apresentar. Abaixo, listamos os sintomas mais comuns que podem ser um indício de que o seu cão ou gato está com algum problema.

  • lamber-se ou coçar-se com frequência;
  • apresentar alterações comportamentais;
  • ficar sem apetite;
  • Febre (saiba como verificar a temperatura do cachorro);
  • desânimo;
  • convulsões;
  • beber mais água do que o normal;
  • vômito ou diarreia.

Mas não se desespere caso o seu animal de estimação apresente algum desses sintomas de maneira isolada. Na melhor das hipóteses, ele está apenas com alguma indisposição.

Caso ele persista por mais tempo ou surjam outros sintomas, leve o pet para se consultar com um veterinário, para que ele possa identificar qual é o problema.

Quais as doenças comuns em filhotes?

É preciso tomar alguns cuidados especiais ao lidar com filhotes. Ao nascerem, tanto gatinhos quanto cãezinhos são mais frágeis e ainda não têm a devida proteção contra doenças.

É por conta disso, por exemplo, que os veterinários recomendam não sair com eles nas ruas ou permitir que entrem em contato com outros animais, pois a chance de contrair alguma doença é bem maior.

Para você ter uma ideia, o ideal é que eles apenas tenham uma vida “normal” depois do quarto mês de vida, pois já devem ter tomado a primeira dose das vacinas e já estão com ela fazendo efeito no organismo.

Além disso, até que eles tomem todas as vacinas, é muito importante manter um local na casa reservado apenas para o pet, com potes de ração e água, jornal para fazer as necessidades e algum brinquedinho. Procure, também, lavar muito bem as mãos após qualquer tipo de contato com um animal de estimação

Tenha em mente, também, que pode acontecer do filhote já chegar doente em sua casa — o que reforça a necessidade de observar se ele está apresentando algum sinal estranho — seja corporal ou comportamental.

Confira, a seguir, as doenças mais comuns em filhotes:

Cães

Parvovirose

Essa é uma doença grave, virótica, contagiosa e muito comum em filhotes de até 6 meses — principalmente aqueles que não foram vacinados adequadamente. Um dos fatores mais graves é que ela mata cerca de 80% dos animais que a pegam.

O modo de contágio pode ser tanto pelo ar ou por meio de objetos contaminados. Como o vírus é resistente e pode durar por dias, é indicado manter o local em que o filhote fica sempre muito limpo.

O animal com a doença vai ter vômitos frequentes, diarreia e, consequentemente, desidratação. É importante levá-lo ao veterinário e, certamente, ele vai ter que ser internado para ter um acompanhamento de perto e receber soro na veia. Uma forma de combate é vacinando-o com a polivalente.

Verme Intestinais

É comum que, mesmo com pouco tempo de vida, os filhotes já tenham alguns vermes intestinais. É por conta disso que ele deve ser vermifugado.

No entanto, caso a situação ganhe proporções maiores, ele provavelmente vai perder peso, não crescer o suficiente e ter bastante diarreia. Não deixe que ele fique assim por muito tempo!

Exames de sangue e de fezes indicarão qual o tipo de parasita o está afetando, como dyplidium, giárdia e coccidia. Dependendo do resultado, o profissional vai indicar o tratamento adequado.

Pulgas e Carrapatos

Dependendo de onde nasce o filhote, ele já pode chegar em sua casa com pulgas e carrapatos. Nesses casos, o problema pode ser tranquilamente resolvido com a ingestão de antiparasitários. No entanto, caso esses parasitas se espalhem para a sua casa, é indicado realizar uma dedetização nos ambientes afetados.

Doenças do Carrapato

Quando pulgas e carrapatos não são retirados devidamente do corpo do animal, pode acontecer de se tornar uma infestação. Com isso, o que antes poderia ser resolvido com certa facilidade, agora pode até mesmo desenvolver outras doenças, como Febre Maculosa, Babesiose e Erlichiose.

Para perceber que o seu pet está com alguma dessas doenças, observe se ele está com hematomas ao longo do corpo, tem se mostrado mais desanimado do que o normal, febre e não tem comido bem etc.

O ideal é descobrir o problema o quanto antes, para que o tratamento seja iniciado. Normalmente o médico veterinário vai indicar um antibiótico ou imunossupressores — se você tem dificuldade em dar remédio para cães, confira o nosso post sobre o assunto.

Cinomose

cinomose é uma das doenças de animais mais perigosas para um filhote, pois além de ser contagiosa, pode ser fatal.

O cão vai se contaminar ao entrar em contato com outro animal que esteja doente. Portanto, reforçamos, novamente, a importância de só sair com um filhote quando ele estiver devidamente vacinado — a primeira dose acontece aos 45 dias.

Normalmente, os sintomas apresentados são convulsões, secreção nos olhos, tosse e catarro, alimentação insuficiente e corrimento nasal.

Gatos

Anemia

Os felinos podem tanto desenvolver uma anemia por conta de problemas genéticos como, também, por causa de pulgas e carrapatos, que sugam o sangue deles. Em casos mais graves, pode ser necessário até que ele receba transfusão de sangue.

Panleucopenia Felina

Essa é uma doença viral que costuma afetar gatos de até um ano de vida. Seu contágio é feito por meio do contato com gatos doentes, sendo geralmente contraída nas ruas ou em locais em que há grande concentração de felinos. Ela é ocasionada pelo vírus Panleuk, da mesma família do Parvovírus.

O gatinho com essa doença pode apresentar alguns sintomas, como diarreia com sangue, falta de apetite, desidratação, depressão e, dependendo do grau de gravidade, morte súbita.

Hemobartonelose

Essa é uma doença infecciosa e que pode ser transmitida pela picada de uma pulga, durante a transfusão de sangue ou, até mesmo, pela placenta da mãe.

Esse tipo diferente de anemia pode provocar no animal febre, icterícia, falta de energia, perda de peso, mucosas descoradas etc.

Procure fazer um controle adequado de pulgas, principal causador da doença, para evitar que o seu felino a desenvolva.

Infecções Respiratórias

Várias são as infecções respiratórias que o seu gato filhote pode desenvolver, como Herpesvírus Felino, Calicivírus, Clamidiose Felina e Rinotraqueíte Felina. O modo mais comum de contágio é o contato com outro felino doente.

Gato espirrando já pode ser um sintoma de que tem algo de errado com as vias respiratórias. Além disso, perda de peso, falta de apetite e corrimentos nasais podem aparecer.

Dipilidiose

A Dipilidiose é uma doença causada pela Dipylidium caninum, que costuma habitar o intestino delgado tanto de gatos como de cães. Entre os principais sintomas estão coceiras frequentes no ânus, diarreia, aumento do volume abdominal e inflamação do intestino.

O tratamento dessa doença é simples e pode ser feito por meio da ingestão de vermicidas ou vermífugos.

Lyme

Os carrapatos também podem provocar outra doença nos felinos: a Lyme. Ela é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, que entra no organismo do gato por meio da picada do carrapato infectado.

Essa é uma doença grave e que pode provocar até encefalite no felino. Outros sintomas que ele pode vir a apresentar são abortos em gatas prenhas, febre, apatia, inflamações nas articulações, perda de peso, vômitos e dores.

É por meio da avaliação do comportamento do animal que o veterinário vai identificar que o caso dele é crônico, agudo ou progressivo.

Como detectar doenças no animal adulto?

Outras doenças se tornam mais evidentes durante a fase adulta de cães e gatos. Para aqueles que estão devidamente vacinados (quando existe a vacina), a possibilidade é menor. No entanto, existem algumas doenças que não contam com vacina preventiva, o que reforça a necessidade de ficar de olho nos sintomas mais comuns.

Para que você se torne capaz de detectar doenças no animal adulto, listamos os principais problemas e seus sinais.

Cães

Parainfluenza

O cão que está com Parainfluenza vai apresentar febre moderada, tosse sem catarro e um leve desânimo. Esse é um dos agentes de outras doenças, a tosse dos canis — que vamos abordar com mais detalhes à frente.

Em casos mais graves, nos quais o vírus associou-se a outros agentes, como adenovírus, bordetella e mycoplasma, o seu pet pode ter febre alta, falta de apetite e uma tosse que provoca dores. O cão será contaminado caso entre em contato com outro que esteja doente.

Raiva

Por ser uma doença infectocontagiosa aguda, capaz até de matar o pet, é imprescindível observar se ele não apresenta os principais sintomas: temperamento alterado e agressivo, paralisia e paresia.

Qualquer mamífero pode pegar a doença, que é causada pelo RNA-vírus. O contágio é feito por meio do contato com o animal doente e o modo mais comum é pela mordida.

O governo costuma realizar campanhas anuais de vacinação contra a raiva. Portanto, fique sempre de olho nas notícias para levar o seu pet em um dos centros de vacinação e, assim, deixá-lo protegido.

Coronavírus

Não tão comum quanto as outras doenças, o Coronavírus é contagioso e agudo, causando diarreias fortes no animal que está com a doença.

Ele é provocado pelo vírus epiteliotrópico, que provoca atrofia e destruição das pontas vilosas intestinais.

Leishmaniose

Essa é uma doença infecciosa provocada pelo parasita Leishmania. O modo de transmissão é pela picada do mosquito infectado, podendo afetar animais e humanos.

Os principais sintomas são úlceras na pele do animal e placas verrucosas. Em alguns casos, o pet pode ter os tecidos do focinho, laringe e faringe afetados. Já em casos nos quais a doença está em um estágio mais grave, o cão vai sofrer alterações no latido, dificuldade de respirar e de engolir e até morrer.

É importante ficar de olho, pois alguns cachorros não apresentam sinais visíveis, sendo necessária uma avaliação específica do veterinário. O diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue e, felizmente, hoje em dia já existe tratamento para a doença.

Hepatite Viral Canina

Por afetar diretamente os rins e o fígado do pet, essa é uma doença que pode ter tanto sintomas mais leves quanto os mais graves — apesar do risco de mortalidade ser baixo.

Para identificar se o pet está com essa doença, observe se ele apresenta vômito amarelo-esverdadeado, diarreia, falta de ânimo, febre e alteração na coloração dos olhos (ele vai ganhar um tom azulado).

É indicado que o diagnóstico seja feito o quanto antes, pois, assim, o tratamento, que se resume em fortalecer o organismo do animal, vai ser mais eficiente.

Tosse dos Canis

Essa é uma doença muito comum em cães que frequentam canis e que entram em contato com outros cães.

Normalmente, ele pode vir a ter uma tosse seca, anorexia parcial, decorrente da falta de apetite, e vômito ou ânsia, já que ela inflama as vias áreas superiores.

O tratamento depende do estágio. Quando ainda é inicial, pode acontecer do cão se curar sozinho, sem a necessidade de tomar algum tipo de medicamento após 3 semanas.

Já quando a doença persiste, o veterinário deve receitar o uso de broncodilatadores ou antitússicos, corticosteroides e antibióticos.

Gatos

Otite

A inflamação de ouvido dos gatos costuma ser provocada por infecções, problemas com fungos ou parasitas ou ter origem seborreica.

É muito importante que o diagnóstico seja bem-feito, pois ele vai influenciar no tratamento adotado — enquanto alguns necessitarão tomar um antibiótico, outros deverão fazer a ingestão de um antiparasitário. Além disso, caso ela se agrave, pode desencadear uma meningite e uma infecção generalizada, sendo fatal.

Para evitar que o seu gato desenvolva uma otite, a limpeza da orelha deve ser feita com cuidado e sem ser muito profunda. Além disso, para aqueles que tomam banho, evite deixar que caia água nos ouvidos.

Os principais sintomas dessa doença são secreções saindo do ouvido, coceira frequente nas orelhas e o hábito de balançar a cabeça.

Clamidiose Felina

Espirros, rinite e febre são os principais sintomas da Clamidiose felina. Pode também desenvolver uma conjuntivite mucopurulenta ou persistente. Ela é provocada pela Chalamydia psittaci, que afeta todo o sistema respiratório do animal.

Ela é bastante contagiosa entre os felinos, o que torna importante diagnosticá-la ainda no início. É por meio de uma avaliação clínica que o veterinário vai identificar o problema. O tratamento pode envolver o uso de antibiótico, colírios, realizar uma limpeza minuciosa dos olhos do animal e anti-inflamatório.

Imunodeficiência Felina

Essa é uma doença virótica e que ataca diretamente os linfócitos do felino. O animal costuma se contagiar durante brigas, em que um morde o outro. O vírus costuma não provocar sintomas durante um tempo, que pode até mesmo durar anos. Por conta disso, quando a doença é identificada, o animal já pode ter desenvolvido diferentes infecções.

Infelizmente, a doença não tem tratamento para retirar o vírus do organismo do animal, sendo realizado apenas o controle e a profilaxia. Quando o felino tem essa doença, não é indicado que ele saia de casa ou entre em contato com outros animais. Também é recomendável castrá-lo.

Quais cuidados com animais idosos doentes?

Quando cães e gatos se tornam idosos, você percebe com clareza algumas alterações, tanto físicas como comportamentais. Eles já não apresentam a mesma motivação de antes, podem desenvolver problemas nas articulações e até ganhar peso, já que não gastam tanta energia. Além disso, o pelo vai ficando cinza e os cochilos mais frequentes.

Tenha sempre muita paciência e dedicação ao seu cão idoso, pois ele pode precisar da sua ajuda em alguns momentos.

Conheça algumas doenças que os cães idosos podem desenvolver e os principais cuidados que são recomendados.

Cães

Doença periodontal

A doença periodontal costuma aparecer nos cães que não receberam o devido cuidado com os dentes ao longo da vida, se formando, assim, placas grossas em seus dentes.

Por conta disso, eles podem ter perda ósseas e dos dentes, o que dificulta a alimentação. Decorrente desses problemas, ele vai perder peso e ter a imunidade afetada.

Procure escovar os dentes do seu pet com frequência e faça uma limpeza no próprio veterinário — o ideal é que ela seja, pelo menos, anual.

Obesidade

O cão idoso já não tem aquela vitalidade de quando era filhote nem de quando era um adulto. Por conta disso, mesmo um passeio tranquilo pode provocar nele grande esforço, o que não é recomendável.

Por não se exercitar, ele pode acabar ganhando bastante peso e se tornar obeso — doença que pode desencadear outros problemas.

Portanto, procure passear com o pet pelo menos 10 minutos por dia, respeitando o limite dele, é claro.

Câncer

As chances de um cão idoso desenvolver câncer aumentam bastante, principalmente se ele não foi castrado enquanto era novo. Apesar de não ter cura, é possível retirar o tumor e dar mais alguns anos de vida e conforto ao pet.

Catarata

Percebeu que o seu cão está batendo em todo lugar ou não consegue identificar os objetos com tanta facilidade? Provavelmente ele está com catarata. Essa doença provoca uma película que cobre os olhos do animal, dificultando que ele enxergue.

Dependendo da idade do seu cachorro e da saúde dele, é possível operá-lo. No entanto, em alguns casos o procedimento pode não ser bem-sucedido, podendo o pet até perder a visão.

Gatos

Artrose

Certamente o seu felino não vai ser capaz de dar pulos de longas distâncias e altos como antigamente. Porém, se tiver dificuldade para subir em locais baixos, como escadas e descer de móveis, pode ser um sinal de artrose.

Ela é muito comum em gatos idosos, provocando dores e problemas de mobilidade. O veterinário vai precisar tirar um raio-X para diagnosticar com precisão. Já o tratamento costuma ser a ingestão de analgésicos ou fazer acupuntura, que propicia o alívio da dor.

Cardiopatias

Problemas no coração de um felino costumam ser difíceis de identificar. Portanto, acompanhar qualquer alteração é mais do que recomendado.

Geralmente, os gatos que apresentam alguma cardiopatia se mostram mais fracos, com dificuldade de respirar ou com a frequência respiratória aumentada. Além disso, ele vai estar mais fraco e pode até ter certa paralisia dos membros da frente. Assim que perceber algum desses sinais, leve-o para uma clínica veterinária de sua confiança.

Diabetes Mellitus

Gatos também podem desenvolver essa doença hormonal quando se tornam idosos. Por sinal, ela é bastante comum nos felinos.

Os sintomas mais frequentes são dificuldade de urinar, vômitos, muito apetite e perda de peso ao mesmo tempo, e bastante sede.

Assim como acontece com a gente, o tratamento da diabetes felina é por meio da insulina e do controle de ingestão de açúcares. Além disso, o veterinário deve prescrever uma dieta balanceada e personalizada para a condição do pet.

Como evitar as doenças transmitidas pelos animais?

Algumas doenças são conhecidas como zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas do animal para os humanos. Portanto, todo cuidado é pouco para garantir a saúde do pet e da sua família. Entre as mais comuns, estão alergias, sarna, raiva, leptospirose e toxoplasmose.

Para evitar o contágio, é ideal adotar algumas medidas preventivas, como:

  • manter os ambientes que o animal frequenta sempre limpos, desinfetados e higienizados;
  • ter cuidado com as patas, limpando-as após passeios;
  • manter a vacinação em dia;
  • lavar sempre as mãos depois de brincar com o animal;
  • usar luvas na hora de recolher as fezes do pet;
  • evitar que o bichinho suba em sofás ou nas camas, principalmente se tiver ido à rua;
  • manter a caixa de areia sempre limpa.

Esperamos que após a leitura deste post você tenha tirado suas dúvidas sobre as principais doenças de animais e que se sinta mais preparado para ajudar o seu pet quando ele apresentar algum sintoma diferente.

Use este post como um material de consulta, recorrendo a ele sempre que surgir algum questionamento ou incerteza sobre o comportamento do seu animal!

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Cinomose: guia completo sobre essa doença

cão com bola

cão com bola

Hoje em dia, é mais fácil manter um bom acompanhamento da saúde do seu animal de estimação. Afinal, com o amplo acesso a informações proporcionado pela internet, aprendemos, mesmo dentro de casa, a ter os principais cuidados com cachorros. Sem falar que também conseguimos identificar uma série de sintomas quando eles não estão bem.

Essa possibilidade de compreender melhor os hábitos e os comportamentos dos nossos bichinhos é importantíssima para conhecê-los um pouco mais, mas é também fundamental para nos anteciparmos às urgências e, assim, levar os nossos amigos quadrúpedes ao veterinário o quanto antes.

Nesse sentido, vamos falar bastante a respeito da cinomose, uma perigosa doença que afeta os cachorros, especificamente, e com alta recorrência em cãezinhos durante o seu primeiro ano de vida — embora a doença também possa acometer cães em idade avançada.

A ideia deste post, portanto, é orientar você a identificar os sintomas dessa doença debilitante e resistente, bem como ensinar a lidar com a cinomose no que diz respeito ao seu tratamento e a consequente cura do seu cãozinho — que é difícil, mas possível.

Por isso, convidamos você a ler o nosso post e ter em mãos uma informação de qualidade para enfrentar uma virose de elevadíssimo risco de contágio — e que não afeta seres humanos. Confira!

O que é a cinomose e quem ela afeta

Em essência, a cinomose é um vírus. Mas queremos antecipar a boa notícia para quem tem um cãozinho com a doença: ela tem cura, apesar do seu grave risco. O importante, aqui, é a identificação rápida dos sintomas, uma vez que essa doença é traiçoeira e imprevisível.

A imprevisibilidade da cinomose se dá na ordem com a qual ela decide atacar os órgãos — fazendo dela uma doença sistêmica.

Isso, inclusive, a torna tão desconhecida, mortal (especialistas apontam que a taxa pode chegar a até 85% dos casos) e também passível de erros de diagnóstico, já que os sintomas tendem a variar bastante.

Por isso, o vírus em questão (o CDV, que é a sigla para Canine Distemper Virus) deve ser amplamente estudado e divulgado, e o conhecimento a respeito dele, disseminado. Tudo para fortalecer campanhas de prevenção da doença e reduzir essa taxa altíssima.

O que nos leva à afirmação dada no início deste artigo: os caminhos para enfrentar a cinomose. Afinal, ela costuma atacar os cães em dois momentos, principalmente:

  • no seu primeiro ano de vida;
  • quando não recebem a vacina de prevenção;
  • quando se encontram com a imunidade baixa.

Por isso, é importante entender que a cinomose pode atacar cães em todas as etapas de suas vidas. Sem falar que o vírus possui alta resistência: pode sobreviver, em locais secos e frios, por um longo tempo e, em áreas quentes e úmidas, por até um mês.

Além disso, como havíamos antecipado, a cinomose é altamente contagiosa — mas apenas entre os cães. Assim, é fundamental que o contato com outros animais seja evitado. Um mal social necessário para reduzir ao máximo o risco de contágio com outros cachorros.

A prevenção, portanto, é uma das alternativas mais seguras para evitar o surgimento e propagação desse vírus mortal. Por isso, vamos entender um pouco mais como a doença tende a atacar a saúde dos cães.

As fases da cinomose

Nem sempre é fácil identificar alguns sintomas em nossos pets, e tampouco é uma tarefa simples identificar o surgimento da cinomose nos cãezinhos. Mas é possível identificar algumas mudanças visíveis, uma vez que a doença costuma se caracterizar por fases.

A princípio, os sintomas iniciais são os mais fáceis de nos precipitar em um diagnóstico equivocado, já que são caracterizados por um breve mal-estar. Assim, é comum observar no cãozinho algum tipo de doença respiratória ou mesmo no sistema digestivo.

Sintomas que costumam se evidenciar por meio de episódios de:

  • vômitos;
  • diarreia;
  • espirros;
  • bastante secreção ocular e nasal.

Quando tratado indevidamente, o quadro evolui rapidamente para casos de pústulas, febre alta resistente e até mesmo pneumonia.

Em seguida, a doença pode chegar ao seu estágio avançado, de gravíssimo risco ao cão. É quando a cinomose alcança o sistema nervoso, podendo ocasionar uma série de tiques nervosos, espasmos, comportamentos pouco habituais e, em casos mais graves, convulsões e até mesmo estados de coma.

Especialistas alertam que, quando diagnosticado nesse estágio, as chances de recuperação são cada vez mais reduzidas. Há, inclusive, a possibilidade de restar alguma sequela quando o estado é revertido, com resposta do animal ao tratamento.

Portanto, que quem possui um cãozinho, ou conhece quem conviva com um, precisa entender melhor o funcionamento da cinomose e avaliar sempre o comportamento do animal.

Vale também se atentar à significativa importância em levar o animal periodicamente ao veterinário. Uma prática que pode ajudar a antecipar o diagnóstico e diminuir a gravidade da cinomose.

Mas esse quadro pode ser observado quando as pessoas possuem todo tipo de informação a respeito da doença. Por isso, vamos nos aprofundar no que já discutimos anteriormente e conhecer os principais casos em que a cinomose pode se manifestar.

Os principais riscos que levam à contração da doença

Vimos, até aqui, a gravidade da cinomose e as principais causas que podem levar à contração da doença. Afinal, trata-se de uma contaminação direta e indireta, como veremos a seguir:

  • contaminação indireta: pelas vias respiratórias do cãozinho, que pode ser feita pelo contato com o ar contaminado, ao redor, pela interação e contato com algum objeto contaminado e até mesmo no contato com fezes e espirros de outros animais;
  • contaminação direta: por meio do contato do cãozinho com as secreções de um cachorro doente.

Mais uma vez, aqui é reforçada a prevenção da cinomose, para que ela não se espalhe rapidamente pelos locais onde o seu cachorro, com risco de estar doente, possa transitar.

Em especial, esse cuidado deve ser redobrado quando o seu cãozinho possuir idade entre 3 e 6 meses. A explicação para isso é simples: é o período em que o animal perde alguns anticorpos maternos por conta do fim da amamentação.

Devido a esse fator determinante, a melhor prevenção é a vacinação adequada do cãozinho, pois o procedimento possui o poder de protegê-lo da cinomose. Ela é aplicada, geralmente, nos primeiros 45 dias de vida do animal. Em seguida, pode ser aplicada mais 2 ou 3 vezes, quando ainda são filhotes, existindo também o reforço anual dessa vacina.

Mas vale lembrar que a idade não é o único fator de risco, já que a cinomose também pode contaminar cães em idade avançada, que estejam com a imunidade baixa.

E, embora não exista algum elemento definitivo a respeito, foi observado que a cinomose acomete mais cães das raças Greyhound, Husky Siberiano, Malamutes do Alaska e Samoieda e Weimaraner.

Por fim, um ponto que também deve ser levado em consideração à vacinação é o cuidado quando o seu cachorro possui alguma verminose, já que esse tipo de caso torna ineficiente o efeito da vacina.

Isso, entretanto, é um quadro que deve ser examinado e identificado pelo veterinário, para que não ocorra nenhum risco ao seu animal de estimação durante a aplicação das vacinas.

Além disso, outras maneiras eficientes de prevenção podem ser apontadas como diferenciais para evitar a disseminação da cinomose, como:

  • evitar o contato com outros cachorros durante a ocorrência da doença;
  • lavar os locais onde o cãozinho teve contato com água sanitária — o que ajuda a erradicar, parcialmente, a presença do vírus nos ambientes;
  • nunca compartilhar os potes de ração e água e as caminhas com outros cães;
  • lembrar-se de aplicar anualmente a vacina preventiva;
  • reduzir ou evitar o contato com outros cães enquanto não forem tomadas todas as precauções contra o contágio de cinomose.

Com isso, você consegue reduzir exponencialmente — e, com certeza, erradicar — a presença do vírus da cinomose e, assim, manter em dia a saúde de seus pets.

Os sintomas da cinomose

Apontamos, anteriormente, como a cinomose age no organismo do cachorro, atuando em um sistema de fases que vão, gradativamente, prejudicando cada vez mais a saúde do bichinho.

A dificuldade no diagnóstico se dá pelo fato de que a cinomose é uma doença sistêmica e pode afetar outros órgãos, em vez de seguir sempre uma mesma ordem. Devido a essa imprevisibilidade, as pessoas devem redobrar a atenção com relação aos sintomas que surgem em seus animais de estimação.

Existe também a dificuldade em diagnosticar precocemente a cinomose porque nem todo cão apresenta a mesma quantidade de sintomas que outros cães possam ter apresentado. Mas, em geral, existe um padrão específico de sintomas que devem ser analisados cuidadosamente:

  • ocorrências de secreção ocular em excesso;
  • falta de apetite;
  • pústulas que começam a surgir no focinho ou mesmo na barriga do cão;
  • fraqueza, melhor apontada pelo desânimo e perda de equilíbrio do animal.

Esses sintomas iniciais são os principais que tendem a guiar para um diagnóstico precipitado. Até mesmo porque o cão pode desenvolver hábitos que não possuía até então, como o ato de comer grama.

A fase seguinte já agrava o caso do desequilíbrio, dificultando a locomoção do cachorro em linha reta, por exemplo. Uma disfunção que, ao evoluir, se caracteriza também pela ocorrência de espasmos musculares, convulsões e paralisias (nas pernas, principalmente).

É no caso dos espasmos e outras disfunções involuntárias que o cão pode estar demonstrando a gravidade da cinomose: quando ela conseguiu alcançar o sistema nervoso. Esse é o último estágio da doença e o que possui menos chances de reversão.

Dessa maneira, entenda todo o ciclo de evolução da cinomose, que pode variar, mas tende a manter um padrão similar ao citado abaixo:

  • período de incubação do vírus, que varia entre 3 e 15 dias;
  • estado febril (pode chegar a até 41 °C) e ocorrência dos sintomas citados;
  • evolução rápida para os sintomas gravíssimos, quando a cinomose já chegou ao sistema nervoso do cão.

Vale mencionar que muitos dos sintomas que surgem nos primeiros estágios tendem a melhorar e aparecer de novo, posteriormente — um sintoma que dificulta a identificação da cinomose. Além disso, o agravamento e a consistência dos sintomas variam também conforme a própria imunidade do seu cachorro.

Com isso, o que mais determina o diagnóstico precoce da cinomose é a visita periódica ao veterinário e a atenção redobrada das pessoas que convivem com o cãozinho.

Assim, à medida que um ou mais desses sintomas aparecerem, o mais indicado é encaminhar o animalzinho ao veterinário de sua confiança para que ele seja avaliado e examinado. Assim, o melhor tratamento poderá ser apontado para a imediata recuperação do animal.

Os caminhos para tratar a doença

Uma ou mais opções de tratamentos específicos para a cinomose ainda estão em estado de análise, estudo e comprovação de sua eficácia (no fim deste artigo, falaremos brevemente sobre um deles).

Até o momento, entretanto, o tratamento que tem se mostrado mais útil é a combinação de alternativas para combater os sintomas no cãozinho ao mesmo tempo em que medidas para fortalecer a sua imunidade são também praticadas.

O problema é que, quanto mais avançada a doença, mais fortes são os medicamentos, o que também dificulta a própria reabilitação do cachorro — daí, novamente, a importância em identificar mudanças e sintomas o quanto antes.

A eficácia desse tipo de tratamento também é condicionada à saúde e ao histórico do animalzinho de estimação. Afinal, como já mencionamos, a cinomose costuma encontrar espaços de entrada justamente quando o seu pet se encontra mais debilitado.

Dessa maneira, é importante manter a qualidade de vida do cãozinho sempre em alta — com uma alimentação balanceada e também com uma rotina de exercícios. Quanto mais saudável e fortalecido ele estiver, menor pode ser o impacto da doença sobre ele.

O que ajuda no tratamento contra a cinomose

Acima, falamos que não existe, ainda, um tratamento definitivo e conclusivo no combate à cinomose. Também foi mencionado que esse vírus é gravíssimo e com alta taxa de mortalidade — seja pela demora em identificar e relacionar os sintomas à doença, seja por conta da baixa idade do cãozinho.

Por isso, antecipar-se é sempre a melhor prevenção. Além das já mencionadas vacinas preventivas — e que devem reforçadas anualmente — e das visitas periódicas ao veterinário, a atenção com a alimentação e os exercícios do cachorro são elementos fortalecedores.

Consequentemente, caso a cinomose apareça, o organismo do seu cachorro terá mais chances de combater os próprios sintomas e, assim, reduzir os riscos decorrentes dos avanços da doença.

O que nos leva a listar, logo abaixo, uma sequência providencial para que você, seu animal de estimação e o veterinário possam seguir para encontrar o melhor tratamento contra a cinomose:

  • manter uma rotina qualitativa do cãozinho (com alimentação regrada e exercícios regulares);
  • realizar as primeiras vacinações (sendo a dose inicial aplicada durante os primeiros 45 dias de vida do cão);
  • atentar-se a toda mudança de comportamento e aos sintomas listados neste artigo;
  • fazer tratamento pontual dos sintomas que surgirem, para que a doença não debilite muito o cachorro, por meio do uso periódico de anticorpos, antibióticos e vitaminas, entre outros medicamentos, ou mesmo de remédios injetáveis aplicados pelo veterinário.

Com isso, é possível garantir um auxílio importante ao longo de toda a vida do seu cachorro, reduzindo ao máximo as possibilidades de que ele possa contrair a cinomose. No entanto, atenção: quando filhotes, a doença é ainda mais perigosa e debilitante, com altas taxas de mortalidade.

Cabe ressaltar, também, que a doença se manifesta e evolui de diferentes maneiras em cada animal. Desse modo, a solução é administrada na medida em que o veterinário puder acompanhar os sintomas. Por isso, essa união de esforços é tão importante.

O que leva à importante conclusão, quanto ao tratamento da cinomose em cachorros: nunca tente administrar o tratamento por conta própria.

Afinal de contas, como vimos até aqui, esse tipo de evolução se deve não apenas ao surgimento de sintomas variados, como também ao ataque ao sistema imunológico do cão. Assim, a combinação de medicamentos deve ser pensada e aplicada por profissionais qualificados.

Da mesma maneira que o veterinário é a pessoa mais indicada para observar e analisar os percursos trilhados pela doença, podendo antecipar situações que podem ocorrer no quadro clínico do cãozinho. Sem falar no diagnóstico definitivo da doença, feito por exames solicitados pelo próprio profissional.

Portanto, não tente diagnosticar e medicar o seu cachorro sem prévia avaliação e indicação profissional. Isso tudo pode impactar decisivamente na qualidade do tratamento do seu animal de estimação. Sem falar que, por meio de um esforço assertivo e muito bem encaminhado, a cinomose tem cura, sim — como veremos a seguir!

O que leva à cura da cinomose

A princípio, reforçamos que o melhor tratamento contra a cinomose é a sua prevenção. Uma medida que tem início com a rotina de vacinas bem aplicadas no animal de estimação.

Para esse tipo de doença, o processo de vacinação eficaz é composto pelas doses V8 e V10, que combatem uma série de doenças — a cinomose entre elas — e pela devida manutenção ideal das aplicações ano após ano.

A cura, por sua vez, é um quadro possível de atingir e que, como desenhamos até a conclusão deste artigo, depende da assertividade do veterinário, da agilidade das pessoas em casa, para reconhecer os possíveis sintomas do cãozinho, e do próprio animal de estimação em estar fortalecido o suficiente para responder de maneira positiva ao tratamento.

Logo, é entendível que a cura é passível de um tratamento focado em ajudar o cachorro a resistir aos sintomas e a fortalecer a sua imunidade. Afinal, ele é o único que pode efetivamente combater os avanços da doença — desde que munido dos meios para isso.

Um tratamento alternativo contra a cinomose

Agora que você já sabe tudo a respeito da cinomose — como ela atua, avança e ataca a imunidade do seu animal de estimação —, podemos falar de um assunto que tem tomado muito tempo dos especialistas: a cura definitiva para a cinomose.

Além de remédios e vacinas que ainda se encontram em estágios iniciais ou intermediários de avanços, uma espécie de tratamento diferenciada tem trazido mais otimismo aos profissionais de saúde veterinária: o tratamento da cinomose por meio do uso de células-tronco.

A pesquisa também se encontra em um estado intermediário de evolução, mas já é tida como uma das mais promissoras para combater especificamente a cinomose, e consiste na doação de células-tronco de cães saudáveis para os animaizinhos infectados com o vírus.

A técnica tem sido significativa, e está sendo conduzida por especialistas do Centro Universitário Fundação de Ensino Octávio Basto, que fica na cidade de São João da Boa Vista, interior de São Paulo. Os resultados, até aqui, foram satisfatórios.

Entre os casos mencionados como positivos, está o de uma cachorrinha com 3 anos de idade e que, após submetida ao tratamento com células-tronco, recuperou os movimentos que haviam sido prejudicados pelos avanços da cinomose.

Ou seja: não é nada definitivo, mas é um passo certo dado rumo ao tratamento definitivo e capaz de combater, por completo, os danos causados pela cinomose.

Considerações finais

E então, após tudo o que vimos aqui, deu para ter uma boa ideia da gravidade da cinomose e a consequente atenção que todos ao redor do cãozinho devem ter com relação ao surgimento de seus sintomas?

Não se esqueça de que a vacinação é um dos principais cuidados que podem contribuir para evitar a contaminação desse vírus — dentro de um amplo leque de medidas que podem ajudar a manter o seu cãozinho sempre seguro, como o chip para animais também é.

De resto, basta manter o seu cãozinho sob os melhores cuidados de alimentação e exercícios, afinal, a resistência natural do melhor amigo do ser humano vai se fortalecer e combater os sintomas da cinomose.

Agora, para garantir que você fique por dentro não apenas dos cuidados a respeito da cinomose, mas de outras doenças, tratamentos e cuidados relacionados à saúde dos seus animais de estimação, que tal assinar a nossa newsletter e fazer parte dessa comunidade que visa o melhor para os nossos pets? Até o próximo artigo!

Como cachorro pega raiva?

Cão com veterinário

Escrito por AdoroCães

Cão com veterinário

A raiva canina é uma doença bastante conhecida pelo nome.

Mas o que siginifica exatamente?

Um cachorro que possui raiva apresenta febre e mudanças de comportamento como ansiedade e solidão. Os cães antes brincalhões podem tornar-se irritadiços e até morder. Alguns passam pelo processo inverso. De agressivos, viram afetuosos.

Na segunda fase, mais comum em gatos, os animais passam a apresentar característica de fúria. Ficam muito sensíveis a estímulos auditivos e visuais. Passam a ficar desorientados e eventualmente morrem.

O cães que não passam por essa fase, vão diretamente para a fase paralítica, quando começam a ter dificuldade de respiração e para engolir além de apresentar pralisia muscular, como por exemplo, nos músculos da face.

Com dificuldades para respirar e se alimentar fatalmente vêm à falecer.

A raiva é uma doença transmitida de diversas formas. Uma delas é pela mordida de um cachorro infectado. O contato com saliva ou sangue do animal doente com algum orifício ou ferida aberta também transmite o vírus.

Uma coisa a cuidar é que não é só o cão que transmite a doença, o gato também. Outros animais como lobos, morcegos entre outros também podem transmití-la.

Uma vez infectado, o vírus da raiva se instala e se multiplica até atingir o sistema nervoso.

Infelizmente, não existe cura nem tratamento para a raiva.

A melhor forma de combatê-la é a prevenção por meio da vacinação.

Nos filhotes, a vacina deve ser aplicada após o cãozinho completar 130 dias de vida, aproximadamente. Cães mais velhos também podem ser vacinados. Então não esqueça. Mantenha o seu cão com as vacinas em dia!

Conheça raças de gatos que sofrem mutação genética

Gato da raça Sphynx

Gato da raça Sphynx

Se você tem um felino, sabe o quão fofos e bonitinhos eles podem ser — independentemente da raça, cor, tipo de pelagem e porte.

No entanto, tem se tornado cada vez mais comum a prática de realizar mutações genéticas no animal, de modo a torná-los ainda mais belos e, consequentemente, comerciais.

No post de hoje, vamos mostrar como esse tipo de atitude pode ser prejudicial para a saúde do animal e o porquê deve parar de acontecer em todas as raças de gatos. Confira:

Por que as mutações genéticas em gatos devem parar

Algumas raças de gatos costumam apresentar doenças ou problemas genéticos de maneira natural. É o caso, por exemplo, do gato Persa que tem grande predisposição a desenvolver a doença do rim policístico ou, como também é conhecida, polycystic kidney disease (PKD).

Já em alguns felinos da raça Scottish Fold é possível que as cartilagens e ossos se formem de maneira desproporcional. Enquanto que muitos da raça Angorá podem nascer surdos, ter ataxia e cardiomiopatia hipertrófica, que é quando o músculo cardíaco é bastante ampliado.

Os gatos brancos de olhos azuis também podem apresentar problemas genéticos curiosos:

  • normalmente são surdos;
  • podem não enxergar muito bem;
  • apresentam dificuldade para se reproduzir, pois não são muito férteis;
  • apresentam a saúde frágil.

Gatos malhados ou com a pelagem no tom conhecido como “carapaça de tartaruga” podem não apresentar interesse algum na fêmea e nascer estéreis.

Raças de gatos que mais sofrem mutações genéticas

Diferentemente da mutação genética que acontece de maneira natural e é comum a algumas raças, como mostramos no último tópico, um dos maiores problemas relacionados às mutações que são realizadas de maneira artificial é a quantidade de problemas de saúde que elas podem provocar no gato.

Shorty e Munchkin

Pode acontecer de gatos nascerem de maneira natural com as pernas curtas, pois eles apresentam um tipo de nanismo.

No entanto, as raças Shorty e Munchkin costumam passar por procedimentos artificiais para nascer com essa condição.

Essa intervenção genética, porém, pode provocar diversas deformidades ósseas no animal. É possível, por exemplo, que ele nasça com problemas de coluna, lordose e malformação espinhal. Além disso, não será capaz de saltar como outros felinos.

Scottish Fold e Sphynx

A criação de novas raças é algo que tem se tornado também relativamente “normal”. No entanto, o cruzamento entre algumas raças pode desencadear problemas sérios.

Nós já citamos neste post que o Scottish Fold pode ter alguns problemas de saúde genéticos. Porém, ele também tem sofrido modificações que resultaram em sua orelha “dobrada”. O gato da raça Sphynx também foi modificado ao longo dos anos e passou a não ter pelo algum.

A mutação genética de maneira artificial é uma prática que deve ser eliminada, pois, na maioria dos casos, visa apenas tornar a raça felina mais rentável e não se preocupa com as consequências que podem afetar a saúde e o bem-estar deles.

Tem amigos que também são amantes de felinos? Compartilhe este post em suas redes sociais e divida com eles essas informações!

8 dicas para você identificar sintomas de doenças em cães e gatos

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Uma das grandes preocupações de quem tem um animal de estimação em casa é garantir que a saúde dele esteja em dia. Mas o que deve ser feito para identificar sintomas de doenças em cães e gatos? O que deve ser observado para perceber que há algo de errado com ele?

No post de hoje, tiraremos essas e outras dúvidas sobre a saúde de cães e gatos, além de mostrar alguns sinais que eles apresentam e que você deve ficar atento. Confira:

Identificando sintomas de doenças em cães

Alterações comportamentais

Se o seu cão é geralmente enérgico e ativo e, de uma hora para outra, passou a ficar mais quieto e isolado, isso pode ser um sintoma de alguma doença.

Alterações comportamentais em cães podem tanto significar que ele está com alguma disfunção física ou, até mesmo depressão — cachorros que não gastam energia ou que passam muito tempo sozinhos dentro de casa podem desenvolver esse problema.

Aumento da ingestão de água

Em dias mais quentes ou após a prática de atividades físicas, é normal que o cachorro tenha a necessidade de fazer a ingestão de grandes quantidades de líquidos. Mas caso isso aconteça sem um motivo evidente, fique atento. Esse é um dos sintomas de problemas renais e deve ser iniciado um tratamento o quanto antes.

Cansar com facilidade

Falta de ânimo e cansar com facilidade após certo esforço pode significar que o seu cão está com um problema cardíaco, respiratório ou que está acima do peso, podendo, até mesmo, estar obeso.

Secreção nasal e nos olhos

A secreção nasal e nos olhos podem apontar diferentes problemas. No focinho, quando passa a ter um odor desagradável e um tom amarelado, são sintomas de que ele pode estar com alguma alergia, infecção ou até cinomose.

Já se a secreção nos olhos está esbranquiçada e em excesso, o seu cachorro pode estar com o que é conhecido como olho seco, catarata, úlcera ou glaucoma.

Identificando sintomas de doenças em gatos

Vômito

É comum que os gatos vomitem porque eles têm o hábito de se lamber ao longo do dia e, provavelmente, estão engolindo muito pelo. Mas se isso se torna frequente, com uma coloração amarelada ou marrom, pode ser um sinal de que ele está com algum problema estomacal ou, também, anorexia.

Falta de apetite

Se o bichano está tendo problemas para se alimentar, preste bastante atenção e o leve o quanto antes ao veterinário. A alimentação inadequada pode provocar nele um quadro de lipidose hepática.

Diarreia

Geralmente, junto à falta de apetite, o felino costuma ter também diarreia, o que pode ser perigoso, pois ele se desidratará com muita facilidade. Em um primeiro momento, altere a alimentação dele.

Mau hálito

Felinos, por natureza, costumam apresentar certo odor bucal, principalmente quando são filhotes e estão em fase de troca de dentes. No entanto, caso esse mau cheiro se torne mais evidente e forte, este pode ser um sinal de que ele está com halitose felina.

O que fazer ao perceber esses sinais?

Caso o seu pet apresente qualquer um desses sinais, o indicado é que você o leve para se consultar com o veterinário o quanto antes e, assim, descubra o que está provocando isso nele.

Lembre-se de que quanto antes for feito o diagnóstico, maiores serão as chances de cura e de sucesso no tratamento.

O que achou das nossas dicas? Você usa algum outro método para identificar sintomas de doenças em cães ou gatos? Compartilhe com a gente nos comentários a sua experiência sobre o assunto!

5 doenças de cães e gatos que são comuns entre eles

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Nossos pets enchem nossa vida de alegria (e preocupação). Afinal de contas, basta que um deles adoeça para que a gente fique de cabelos em pé, sem saber o que fazer. Para tranquilizar você e tornar esses momentos um pouco mais leves, conheça hoje algumas doenças de cães e gatos que são comuns e como elas atuam.

Alergia aos alimentos

Assim como nós, os cães ou gatos podem ter uma resposta imunológica dependendo do que comem, por isso é importante que eles tenham uma alimentação equilibrada e com uma ração de qualidade. Em resposta a esse alimento, o corpo cria uma reação alérgica com ferimentos na pele, diarreia, vômito e até risco de morte, se não for tratado a tempo.

Para prevenir, você também pode trocar o comedouro de plástico pelo de alumínio, já que o de plástico pode passar muita alergia. Ainda assim, se seu bichinho tiver alergia a alguma coisa, converse com o veterinário para que ele sugira outro tipo de alimento que supra todas as necessidades dele.

Otite

As populares inflamações de ouvido acometem os cães e gatos e fazem com que eles fiquem completamente sem lugar. Se não for bem tratada, ela pode progredir e se agravar, transformando-se em uma meningite ou infecção generalizada.

Para lidar melhor com a situação e proteger seu animal, é importante proteger as orelhas dele durante o banho e não permitir que ele passeie com o tronco para fora do carro, já que o vento pode inflamar os ouvidos.

Para descobrir se seu pet está com essa doença, basta reparar se ele coça muito as orelhas e balança a cabeça com frequência. Se a resposta é positiva, fique de olho em uma possível secreção amarelada ou negra com cheiro muito desagradável (o que pode ser um grande indício de otite). Leve-o a um veterinário para que trate essa doença como for necessário.

Dermatofitose

Como o próprio nome leva a entender, essa doença causa problemas na pele. As lesões circulares escamosas provocam a queda de pelos e podem acontecer com uma crosta ou não na pele do seu pet. A causa mais comum é a proliferação de fungos que são transmitidos de outros animais contaminados — por isso é importante tomar cuidado.

Todas as vezes que seu animal for tomar banho ou se molhar, é bom secar bem e tomar cuidado com a pele para evitar esse tipo de problema. Além disso, uma ração de boa qualidade também pode ser uma ótima medida profilática.

Depressão

Muitas pessoas não acreditam que os animais podem sofrer de depressão, mas essa é uma realidade cada vez mais comum. Com os donos com rotinas atribuladas, eles acabam ficando muito sozinhos e melancólicos, tendo sintomas similares à depressão.

Os bichos ficam angustiados, se lambendo com frequência e se recusando a brincar ou realizar outras atividades que eles gostavam muito antes. O melhor remédio, nesse caso, é levar seu amigo para passear, se distrair e brincar com ele, além de fazer com que ele se exercite e desfrute do bem-estar.

Insuficiência renal

Essa é outra doença muito comum nos humanos e que também acomete nossos queridinhos. Alguma deficiência de filtragem dos rins faz com que a ureia e a creatinina fiquem retidos no sangue, enquanto liberam as vitaminas e proteínas. Isso pode acontecer com a chegada da idade ou até predisposição genética.

Fique de olho sempre que ele perder o apetite, beber muita água e fazer um xixi muito claro. Essa combinação é um passo para a anemia ou outras complicações. Para lidar com essa situação, é bom levar seu pet ao veterinário com frequência — aplicando exames de sangue e urina.

Essas são algumas doenças de cães e gatos comuns, mas tomando as medidas corretas, você consegue preservar a saúde do seu companheiro. Como você pode perceber, a informação é uma grande aliada! Para ajudar seus amigos com esse conteúdo, o que você acha de compartilhar esta postagem nas redes sociais? Assim, uns ajudam os outros e todos cuidam bem dos animais!

Os perigos da cinomose

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Cão vacinado é cão protegido. Quem já ouviu essa afirmação? A vacina imuniza, protege e espanta todas as doenças, porém uma enfermidade vem preocupando os profissionais da veterinária: a cinomose.

Conhecida por ser altamente contagiosa, a cinomose mata cerca de 75% dos cachorros infectados. Seu vírus é resistente em ambientes secos e frios, logo, o cuidado é sempre o melhor remédio.

“A cinomose é uma doença bastante comum entre os cães, principalmente em filhotes, por isso é importante a prevenção por meio da vacinação do animal”, explica à médica veterinária, Danielle Pereira.

Em casos de animais já infectados, a doença aparece como um resfriado, na sequência surgem vômitos, diarreias, levando o animal a óbito. Por isso, atualize o calendário de vacinação do seu cão ou gato. Não deixe a doença tirar a vida do seu melhor amigo.

 

Você tem mantido as vacinas do seu pet em dia? Comente abaixo!