Problemas de pele em gatos: descubra os mais comuns!

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Os gatos têm pelos tão lindos e volumosos que, muitas vezes, quase nos esquecemos que por baixo de tanta pelagem existe uma pele lisinha e delicada. Foi justamente nela que nos concentramos ao produzir este texto, que mostra as 9 principais doenças de pele em gatos. Saiba quais são eles, seus sintomas e como tratar. Acompanhe!

Micose

É uma infecção muito contagiosa causada por fungos, podendo ser facilmente transmitida não apenas para outros animais de estimação, mas também aos donos.

Sintomas

As manchas redondas e vermelhas, perda de pelo e pele escamosa. As manchas aparecem principalmente nas orelhas, cabeça e patas da frente.

Tratamento

O tratamento é feito com medicamentos antifúngicos receitados pelo médico veterinário, além de limpeza e esterilização dos locais da casa por onde o bichano transita.

Queda de pelos (alopécia)

A perda excessiva de pelos (também conhecida como alopécia) é um problema de pele que pode ocorrer devido a várias doenças, além de estresse, infestação por pulgas, problemas hormonais, alergias ou má nutrição. E se for de causa psicológica, por exemplo, é denominada alopécia psicogênica.

Sintomas

A alopécia acentua a queda de pelos durante a escovação e a alta concentração de pelos pela casa. É muito importante ficar de olho no comportamento do felino, pois o hábito de se lamber demasiadamente pode indicar alopécia de causas psicológicas (como estresse ou depressão).

Tratamento

Deve-se tratar a doença que gerou a queda de pelos. No caso da psicogênica, o mais indicado é evitar expor o animal a situações estressantes, além de brincar mais vezes com o bichano. Alguns medicamentos contra ansiedade (inclusive florais) podem ser receitados pelo veterinário.

Dermatite

A dermatite tem origem alérgica ou irritativa e pode ser causada por produtos químicos, ácaros, pulgas, alguns tecidos (da caminha, dos cobertores e das roupinhas), além de outros agentes alérgicos.

Comedouros de plástico ou borracha também podem causar alergias. A dermatite pode aparecer após contato direto, inalação ou ingestão do agente alergênico ou irritante.

Sintomas

Pele avermelhada, erupções e inflamações são os mais frequentes.

Tratamento

O tratamento é feito com glicocorticóides, alguns tipos de anti-histamínicos, imunoterapia e ácidos graxos essenciais.

Gato em tratamento

Dermatite de Contato

Ocorre quando partes do corpo do animal entram em contato com substâncias alergênicas ou irritantes como agentes químicos, tecidos, ácaros e comedouros de plástico.

DAPP

A DAPP (Dermatite Alérgica por Picada de Pulga) é uma reação alérgica causada pelos componentes da saliva da pulga. Os locais mais atingidos são: parte superior das patas traseiras, base do rabo e coxas internas.

Sintomas

Normalmente, você vai perceber que se formaram algumas protuberâncias ao longo do corpo do animal, principalmente nas patas traseiras, no rabo e parte interna das coxas. Além disso, ele pode apresentar uma coceira frequente.

Tratamento

O tratamento mais indicado é se livrar o quanto antes das pulgas. Para tanto, é preciso levá-lo ao veterinário, de modo que ele possa indicar o medicamento mais adequado para a situação do animal.

Não escolha qualquer um, pois, por conta das protuberâncias, ele pode vir a desenvolver alguma alergia.

Alimentar

Neste caso, a sensibilidade vem de ingredientes ou conservantes da alimentação. Os sinais são: coceira excessiva na cabeça, costas, pescoço e inchaço nas pálpebras e, em casos graves, perda de pelos e feridas.

Sintomas

Os sinais são comuns aos tipos de dermatites citados e incluem muita coceira, desconforto, queda de pelo e pele avermelhada, além de inflamação e, em casos mais graves, erupções na pele.

Tratamento

Oferecer ração de alta qualidade, sem corantes artificiais ou conservantes, e servi-los em recipientes de aço inox, alumínio ou cerâmica (sem chumbo). Um medicamento anti-inflamatório aliviará a coceira e a dor, além de tratar a inflamação.

Ácaros no ouvido

A doença caracteriza-se pela presença de ácaros minúsculos nas orelhas e acúmulo de cera amarronzada no canal auditivo. Se não tratada, a doença pode levar a uma infecção por bactérias.

Sintomas

Se o gato fica inquieto, irritado, coça a orelha e inclina a cabeça para o lado com frequência, pode ser sinal de ácaros no ouvido.

Tratamento

Para eliminar os ácaros, o veterinário indica um remédio em gotas que deve ser pingado no ouvido, além da realização de uma limpeza no canal auditivo para remover a cera marrom.

Acne felina

Você sabia que o seu gato também pode apresentar acne? Ela é conhecida como acne felina! Quando o pet tem esse tipo de problema de pele, ela ataca a borda dos lábios e a parte inferior do queixo e pode estar associada aos bebedouros de borracha ou plástico.

Sintoma

Entre os sintomas mais comuns podemos apontar a presença de pontos pretos e oleosidade nas áreas acometidas.

Tratamento

O uso de gel de peróxido de benzoíla ou shampoo antisseborreico fará a decomposição do excesso de oleosidade causadora da acne. Suplementar a alimentação com Ômega-3 e Ômega-6 pode ajudar.

Infecção bacteriana

Outros tipos de doenças de pele em gatos podem desencadear uma infecção bacteriana, como é o caso da acne felina que pode vir a provocar uma foliculite.

Sintomas

Devido ao problema, os folículos pilosos do animal estarão mais frágeis, o que pode provocar queda de pelo, manchas avermelhadas no local afetado e pequenas feridas.

Tratamento

Primeiramente, é preciso identificar qual problema de pele está desencadeando a infecção bacteriana. Assim que tratá-la, provavelmente o veterinário vai indicar um antibiótico para eliminar as bactérias.

Esporotricose

Este problema de pele deve ser identificado e tratado o quanto antes, pois pode afetar tanto os gatos quanto humanos — principalmente quem estiver com o sistema imunológico debilitado.

Sintomas

O principal sintoma de um gato com Esporotricose são lesões na pele que podem vir a vazar uma espécie de pus. Além disso, algumas lesões podem até mesmo deformar o rosto do animal, caso não seja tratada com rapidez.

O animal também vai sentir dores nas articulações, febre e até perder o apetite.

Tratamento

Por ser uma doença contagiosa, alguns cuidados serão necessários. Primeiramente, você só deve lidar com o animal usando luvas descartáveis de látex — e sempre lavar muito bem as mãos após qualquer tipo de contato com ele. Também vai se mostrar necessário isolá-lo do contato com outras pessoas e animais.

Após uma avaliação minuciosa, o veterinário vai informar qual o tratamento mais eficaz. Vai ser preciso um acompanhamento de perto, de modo a verificar o desenvolvimento do pet com a medicação utilizada.

Tumor de pele

Se ao fazer carinho no seu felino você perceber que ele está com alguns nódulos, é ideal levá-lo para se consultar com um veterinário. Por mais que eles possam não ser um sinal de câncer, verificar essa possibilidade é muito importante para, se for confirmada, dar início ao tratamento o quanto antes.

Sintomas

Como já falamos, geralmente o felino vai apresentar alguns nódulos ao longo do corpo, principalmente se ele tiver os pelos da orelha e cabeça brancos — em que os casos de tumor de pele são mais comuns.

Tratamento

Primeiramente, vai ser realizada uma biópsia para averiguar se o nódulo é um tumor maligno ou benigno. Depois, se for confirmado que é maligno, será feita a total remoção do tumor.

Esperamos que as informações deste post possam ajudá-lo a ficar de olho em qualquer alteração que o seu gato possa apresentar, seja ela comportamental ou física.

É muito importante que, ao encontrar anormalidades na pele do seu gato ou notar comportamentos como se coçar ou se lamber demasiadamente, você não espere os sintomas piorarem para levar seu amigo ao veterinário. Assim, a doença será diagnosticada precocemente e as complicações poderão ser evitadas.

Você conhece outras doenças de pele em gatos? Ficou com alguma dúvida sobre o tema? Seu felino já passou por alguma dessas situações? Então deixe um comentário! Queremos ouvir o que você tem a dizer!

Problemas de pele em pets – A dermatite atópica

problemas de pele em pets a dermatite atopica

Por Tatiana Borges*, colaboradora do Blog do Pata

problemas de pele em pets a dermatite atopica

A importância da hidratação cutânea em cães e gatos.

A dermatite atópica é uma doença multifatorial que pode acometer cães e gatos geneticamente predispostos, levando a alterações na barreira cutânea que facilitam a perda de água transepidermica, tornando a pele ressecada.
O tratamento da dermatite atópica exige uma série de cuidados e uma delas é a hidratação da pele.

A hidratação é fundamental para a função de proteção da pele, pois diminui a coceira (prurido), minimiza e, até mesmo evita a penetração pela pele de substâncias que desencadeiam a alergia, irritações e bactérias.

O hidratante atua na pele, proporcionando oclusão, umectação e hidratação ativa, com isso reduzindo o processo inflamatório que o quadro da dermatite atópica causa na pele dos animais.

No universo de produtos para pets, temos muitos produtos de excelente qualidade no mercado com a finalidade de hidratação da pele de animais de companhia, na forma de máscaras, loção, xampu, condicionadores, spray, cremes, espumas, entre outros.

Não esqueça de hidratar o seu animal contra a dermatite atópica!

*Dra Tatiana Borges é médica veterinária especializada em dermatologia veterinária, do Hospital Veterinário Sena Madureira. Conheça mais sobre o trabalho da Tatiana clicando aqui.

 

Você costuma hidratar a pele de seus pets? Comente!

Como evitar fungos no seu pet

Fungos em cães e gatos são mais comuns do que os donos gostariam. Mas não há motivo para desespero: atualmente, uma série de soluções para o problema estão disponíveis. Fora isso, o mal pode ser evitado com algumas medidas simples.

 

Identifique a micose: Alimentando-se de tecidos mortos, como pele e pelos, os fungos estimulam o surgimento de manchas, quedas de pelo, caspa ou, inclusive, ferimentos graves e profundos na pele. “Tudo varia de acordo com o tipo de fungo. A identificação da micose é feita pelo veterinário, raspando parte da lesão”, orienta o veterinário Mario Chavao. Orelhas, cauda, face e barriga são os locais mais afetados.

 

Cuidado com a umidade: Por se tratar de uma zoonose, as micoses podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. No entanto, alguns fungos fazem parte da microbiota dos animais, sem causar danos. “É importante evitar a exposição de cães e gatos a ambientes úmidos, mantendo o corpo do animal sempre seco, com atenção especial às orelhas”, recomenda.

 

Procure um veterinário: Caso você identifique a presença de fungos no pelo do seu animal, não utilize qualquer medicamento, shampoo ou sabonete sem a orientação do veterinário. “Esse cuidado evita que as lesões sejam ‘mascaradas’, dificultando o diagnóstico e tratamento corretos”, aponta Mario. Assim que o veterinário der seu parecer, inicie o tratamento adequado e mantenha o animal em quarentena, evitando que ele contamine outros bichos.

 

Avalie a higiene do pet shop: O melhor remédio ainda é a prevenção. Certifique-se de que o pet shop que você leva seu bichinho separe animais infectados dos saudáveis e mantenha limpos objetos que ele usa com frequência. Verifique, também, se há a aplicação de produtos especiais com antifungo na hora do banho, e mantenha o pelo sempre bem aparado.

gato fungos

Fungo em gatos é perigoso: Uma doença bastante grave, mas ainda pouco conhecida pelos donos, é a Esporotricose Felina. “Os gatos transmitem uns aos outros e, ainda, para os seres humanos através de arranhões”, explica. Uma vez dentro do organismo do hospedeiro, o fungo espalha-se pelo sistema linfático, causando lesões graves, dolorosas e de difícil tratamento. A doença, cujos sintomas são machucados purulentos, pode levar o gato à morte.

 

Está atento aos fungos em seu pet? Já teve alguma experiência? Compartilhe, comente abaixo!

Atenção para o câncer de pele em animais

Muita gente se arrepia de medo só em ouvir a palavra “câncer”. E, para os pets, a reação não seria diferente. No Brasil, os tumores de mama são os mais comuns, mas os de pele são os que mais fazem vítimas fatais. O número de afetados aumenta drasticamente no verão, devido à incidência dos raios solares. Mas prevenir é mais fácil – e segue sendo o melhor remédio.

Caes sol câncer de pele

Protetor solar sempre

Assim como os seres humanos, cães e gatos precisam usar protetor solar. “Existem produtos específicos para os animais, mas, se for o caso, pode-se usar o comum”, recomenda o veterinário Eduardo Dornelles. O veterinário ressalta que não é preciso passar o produto por todo o corpo do bicho: nas orelhas, embaixo do focinho e dos olhos já é suficiente. No entanto, a aplicação precisa ser feita com frequência, já que o pet pode acabar lambendo o protetor. “Também é recomendado evitar passeios entre as 10 e 16 horas, quando os raios UV são mais fortes e, assim, mais perigosos.”

 

Cuidados especiais

Algumas raças necessitam de cuidados ainda maiores quando são expostas ao sol já que, além de terem maior tendência ao câncer de pele, também podem desenvolver dermatites no tronco do corpo. Os cães das raças Boxer, Dálmata, Wippet, Stattfordshire Terrier Americano e Bull Terrier são as mais afetadas. Para protegê-las, aplique protetor solar de meia em meia hora nas orelhas, no focinho e, principalmente, no tronco. “Fora isso, gatos com pelagem branca precisam de atenção redobrada. De preferência, não podem ser expostos ao sol”, alerta Eduardo.

 

Tratamento para a dermatite

Para cães que já contraíram dermatite solar, o protetor também funciona como tratamento. Isso porque a doença aumenta drasticamente a sensibilidade ao sol e, em alguns casos, é recomendando até que o animal evite sair na rua. Mas, caso ele precise sair, é necessário aplicar protetor à prova d’água, com no mínimo FPS 15.

 

Escolhendo o protetor certo

Os protetores solares específicos para animais custam, em média, o mesmo que aqueles destinados aos seres humanos. Na hora de escolher um para o seu pet, converse com o veterinário. Animais sensíveis à irradiação solar irão se beneficiar com fatores superiores a 30, enquanto os outros podem usar o fator 15 sem problemas. É importante, também, conferir se o protetor é à prova d’água e de rápida absorção.

 

Já passou protetor solar em seus bichinhos? Eles já tiveram alguma experiência desagradável com câncer de pele? Comente abaixo!