Doenças de animais: entenda os sintomas das mais comuns

Cão sendo examinado

Cão sendo examinado

Ao longo da vida de um animal de estimação, muitas são as doenças que ele pode pegar ou desenvolver. Para que você seja capaz de perceber qualquer sinal estranho, independentemente da fase da vida em que ele está, decidimos listar as doenças de animais mais comuns em cada idade, seja ele filhote, adulto ou idoso.

Neste post, você vai conferir as principais doenças de animais, qual período da vida elas costumam aparecer com maior frequência e o que fazer para evitar doenças contagiosas. Acompanhe:

Quais sinais o pet apresenta quando está doente?

Antes de conhecer as principais doenças de animais, é preciso estar ciente sobre alguns sinais que o pet pode apresentar. Abaixo, listamos os sintomas mais comuns que podem ser um indício de que o seu cão ou gato está com algum problema.

  • lamber-se ou coçar-se com frequência;
  • apresentar alterações comportamentais;
  • ficar sem apetite;
  • Febre (saiba como verificar a temperatura do cachorro);
  • desânimo;
  • convulsões;
  • beber mais água do que o normal;
  • vômito ou diarreia.

Mas não se desespere caso o seu animal de estimação apresente algum desses sintomas de maneira isolada. Na melhor das hipóteses, ele está apenas com alguma indisposição.

Caso ele persista por mais tempo ou surjam outros sintomas, leve o pet para se consultar com um veterinário, para que ele possa identificar qual é o problema.

Quais as doenças comuns em filhotes?

É preciso tomar alguns cuidados especiais ao lidar com filhotes. Ao nascerem, tanto gatinhos quanto cãezinhos são mais frágeis e ainda não têm a devida proteção contra doenças.

É por conta disso, por exemplo, que os veterinários recomendam não sair com eles nas ruas ou permitir que entrem em contato com outros animais, pois a chance de contrair alguma doença é bem maior.

Para você ter uma ideia, o ideal é que eles apenas tenham uma vida “normal” depois do quarto mês de vida, pois já devem ter tomado a primeira dose das vacinas e já estão com ela fazendo efeito no organismo.

Além disso, até que eles tomem todas as vacinas, é muito importante manter um local na casa reservado apenas para o pet, com potes de ração e água, jornal para fazer as necessidades e algum brinquedinho. Procure, também, lavar muito bem as mãos após qualquer tipo de contato com um animal de estimação

Tenha em mente, também, que pode acontecer do filhote já chegar doente em sua casa — o que reforça a necessidade de observar se ele está apresentando algum sinal estranho — seja corporal ou comportamental.

Confira, a seguir, as doenças mais comuns em filhotes:

Cães

Parvovirose

Essa é uma doença grave, virótica, contagiosa e muito comum em filhotes de até 6 meses — principalmente aqueles que não foram vacinados adequadamente. Um dos fatores mais graves é que ela mata cerca de 80% dos animais que a pegam.

O modo de contágio pode ser tanto pelo ar ou por meio de objetos contaminados. Como o vírus é resistente e pode durar por dias, é indicado manter o local em que o filhote fica sempre muito limpo.

O animal com a doença vai ter vômitos frequentes, diarreia e, consequentemente, desidratação. É importante levá-lo ao veterinário e, certamente, ele vai ter que ser internado para ter um acompanhamento de perto e receber soro na veia. Uma forma de combate é vacinando-o com a polivalente.

Verme Intestinais

É comum que, mesmo com pouco tempo de vida, os filhotes já tenham alguns vermes intestinais. É por conta disso que ele deve ser vermifugado.

No entanto, caso a situação ganhe proporções maiores, ele provavelmente vai perder peso, não crescer o suficiente e ter bastante diarreia. Não deixe que ele fique assim por muito tempo!

Exames de sangue e de fezes indicarão qual o tipo de parasita o está afetando, como dyplidium, giárdia e coccidia. Dependendo do resultado, o profissional vai indicar o tratamento adequado.

Pulgas e Carrapatos

Dependendo de onde nasce o filhote, ele já pode chegar em sua casa com pulgas e carrapatos. Nesses casos, o problema pode ser tranquilamente resolvido com a ingestão de antiparasitários. No entanto, caso esses parasitas se espalhem para a sua casa, é indicado realizar uma dedetização nos ambientes afetados.

Doenças do Carrapato

Quando pulgas e carrapatos não são retirados devidamente do corpo do animal, pode acontecer de se tornar uma infestação. Com isso, o que antes poderia ser resolvido com certa facilidade, agora pode até mesmo desenvolver outras doenças, como Febre Maculosa, Babesiose e Erlichiose.

Para perceber que o seu pet está com alguma dessas doenças, observe se ele está com hematomas ao longo do corpo, tem se mostrado mais desanimado do que o normal, febre e não tem comido bem etc.

O ideal é descobrir o problema o quanto antes, para que o tratamento seja iniciado. Normalmente o médico veterinário vai indicar um antibiótico ou imunossupressores — se você tem dificuldade em dar remédio para cães, confira o nosso post sobre o assunto.

Cinomose

cinomose é uma das doenças de animais mais perigosas para um filhote, pois além de ser contagiosa, pode ser fatal.

O cão vai se contaminar ao entrar em contato com outro animal que esteja doente. Portanto, reforçamos, novamente, a importância de só sair com um filhote quando ele estiver devidamente vacinado — a primeira dose acontece aos 45 dias.

Normalmente, os sintomas apresentados são convulsões, secreção nos olhos, tosse e catarro, alimentação insuficiente e corrimento nasal.

Gatos

Anemia

Os felinos podem tanto desenvolver uma anemia por conta de problemas genéticos como, também, por causa de pulgas e carrapatos, que sugam o sangue deles. Em casos mais graves, pode ser necessário até que ele receba transfusão de sangue.

Panleucopenia Felina

Essa é uma doença viral que costuma afetar gatos de até um ano de vida. Seu contágio é feito por meio do contato com gatos doentes, sendo geralmente contraída nas ruas ou em locais em que há grande concentração de felinos. Ela é ocasionada pelo vírus Panleuk, da mesma família do Parvovírus.

O gatinho com essa doença pode apresentar alguns sintomas, como diarreia com sangue, falta de apetite, desidratação, depressão e, dependendo do grau de gravidade, morte súbita.

Hemobartonelose

Essa é uma doença infecciosa e que pode ser transmitida pela picada de uma pulga, durante a transfusão de sangue ou, até mesmo, pela placenta da mãe.

Esse tipo diferente de anemia pode provocar no animal febre, icterícia, falta de energia, perda de peso, mucosas descoradas etc.

Procure fazer um controle adequado de pulgas, principal causador da doença, para evitar que o seu felino a desenvolva.

Infecções Respiratórias

Várias são as infecções respiratórias que o seu gato filhote pode desenvolver, como Herpesvírus Felino, Calicivírus, Clamidiose Felina e Rinotraqueíte Felina. O modo mais comum de contágio é o contato com outro felino doente.

Gato espirrando já pode ser um sintoma de que tem algo de errado com as vias respiratórias. Além disso, perda de peso, falta de apetite e corrimentos nasais podem aparecer.

Dipilidiose

A Dipilidiose é uma doença causada pela Dipylidium caninum, que costuma habitar o intestino delgado tanto de gatos como de cães. Entre os principais sintomas estão coceiras frequentes no ânus, diarreia, aumento do volume abdominal e inflamação do intestino.

O tratamento dessa doença é simples e pode ser feito por meio da ingestão de vermicidas ou vermífugos.

Lyme

Os carrapatos também podem provocar outra doença nos felinos: a Lyme. Ela é causada pela bactéria Borrelia burgdorferi, que entra no organismo do gato por meio da picada do carrapato infectado.

Essa é uma doença grave e que pode provocar até encefalite no felino. Outros sintomas que ele pode vir a apresentar são abortos em gatas prenhas, febre, apatia, inflamações nas articulações, perda de peso, vômitos e dores.

É por meio da avaliação do comportamento do animal que o veterinário vai identificar que o caso dele é crônico, agudo ou progressivo.

Como detectar doenças no animal adulto?

Outras doenças se tornam mais evidentes durante a fase adulta de cães e gatos. Para aqueles que estão devidamente vacinados (quando existe a vacina), a possibilidade é menor. No entanto, existem algumas doenças que não contam com vacina preventiva, o que reforça a necessidade de ficar de olho nos sintomas mais comuns.

Para que você se torne capaz de detectar doenças no animal adulto, listamos os principais problemas e seus sinais.

Cães

Parainfluenza

O cão que está com Parainfluenza vai apresentar febre moderada, tosse sem catarro e um leve desânimo. Esse é um dos agentes de outras doenças, a tosse dos canis — que vamos abordar com mais detalhes à frente.

Em casos mais graves, nos quais o vírus associou-se a outros agentes, como adenovírus, bordetella e mycoplasma, o seu pet pode ter febre alta, falta de apetite e uma tosse que provoca dores. O cão será contaminado caso entre em contato com outro que esteja doente.

Raiva

Por ser uma doença infectocontagiosa aguda, capaz até de matar o pet, é imprescindível observar se ele não apresenta os principais sintomas: temperamento alterado e agressivo, paralisia e paresia.

Qualquer mamífero pode pegar a doença, que é causada pelo RNA-vírus. O contágio é feito por meio do contato com o animal doente e o modo mais comum é pela mordida.

O governo costuma realizar campanhas anuais de vacinação contra a raiva. Portanto, fique sempre de olho nas notícias para levar o seu pet em um dos centros de vacinação e, assim, deixá-lo protegido.

Coronavírus

Não tão comum quanto as outras doenças, o Coronavírus é contagioso e agudo, causando diarreias fortes no animal que está com a doença.

Ele é provocado pelo vírus epiteliotrópico, que provoca atrofia e destruição das pontas vilosas intestinais.

Leishmaniose

Essa é uma doença infecciosa provocada pelo parasita Leishmania. O modo de transmissão é pela picada do mosquito infectado, podendo afetar animais e humanos.

Os principais sintomas são úlceras na pele do animal e placas verrucosas. Em alguns casos, o pet pode ter os tecidos do focinho, laringe e faringe afetados. Já em casos nos quais a doença está em um estágio mais grave, o cão vai sofrer alterações no latido, dificuldade de respirar e de engolir e até morrer.

É importante ficar de olho, pois alguns cachorros não apresentam sinais visíveis, sendo necessária uma avaliação específica do veterinário. O diagnóstico é feito por meio de um exame de sangue e, felizmente, hoje em dia já existe tratamento para a doença.

Hepatite Viral Canina

Por afetar diretamente os rins e o fígado do pet, essa é uma doença que pode ter tanto sintomas mais leves quanto os mais graves — apesar do risco de mortalidade ser baixo.

Para identificar se o pet está com essa doença, observe se ele apresenta vômito amarelo-esverdadeado, diarreia, falta de ânimo, febre e alteração na coloração dos olhos (ele vai ganhar um tom azulado).

É indicado que o diagnóstico seja feito o quanto antes, pois, assim, o tratamento, que se resume em fortalecer o organismo do animal, vai ser mais eficiente.

Tosse dos Canis

Essa é uma doença muito comum em cães que frequentam canis e que entram em contato com outros cães.

Normalmente, ele pode vir a ter uma tosse seca, anorexia parcial, decorrente da falta de apetite, e vômito ou ânsia, já que ela inflama as vias áreas superiores.

O tratamento depende do estágio. Quando ainda é inicial, pode acontecer do cão se curar sozinho, sem a necessidade de tomar algum tipo de medicamento após 3 semanas.

Já quando a doença persiste, o veterinário deve receitar o uso de broncodilatadores ou antitússicos, corticosteroides e antibióticos.

Gatos

Otite

A inflamação de ouvido dos gatos costuma ser provocada por infecções, problemas com fungos ou parasitas ou ter origem seborreica.

É muito importante que o diagnóstico seja bem-feito, pois ele vai influenciar no tratamento adotado — enquanto alguns necessitarão tomar um antibiótico, outros deverão fazer a ingestão de um antiparasitário. Além disso, caso ela se agrave, pode desencadear uma meningite e uma infecção generalizada, sendo fatal.

Para evitar que o seu gato desenvolva uma otite, a limpeza da orelha deve ser feita com cuidado e sem ser muito profunda. Além disso, para aqueles que tomam banho, evite deixar que caia água nos ouvidos.

Os principais sintomas dessa doença são secreções saindo do ouvido, coceira frequente nas orelhas e o hábito de balançar a cabeça.

Clamidiose Felina

Espirros, rinite e febre são os principais sintomas da Clamidiose felina. Pode também desenvolver uma conjuntivite mucopurulenta ou persistente. Ela é provocada pela Chalamydia psittaci, que afeta todo o sistema respiratório do animal.

Ela é bastante contagiosa entre os felinos, o que torna importante diagnosticá-la ainda no início. É por meio de uma avaliação clínica que o veterinário vai identificar o problema. O tratamento pode envolver o uso de antibiótico, colírios, realizar uma limpeza minuciosa dos olhos do animal e anti-inflamatório.

Imunodeficiência Felina

Essa é uma doença virótica e que ataca diretamente os linfócitos do felino. O animal costuma se contagiar durante brigas, em que um morde o outro. O vírus costuma não provocar sintomas durante um tempo, que pode até mesmo durar anos. Por conta disso, quando a doença é identificada, o animal já pode ter desenvolvido diferentes infecções.

Infelizmente, a doença não tem tratamento para retirar o vírus do organismo do animal, sendo realizado apenas o controle e a profilaxia. Quando o felino tem essa doença, não é indicado que ele saia de casa ou entre em contato com outros animais. Também é recomendável castrá-lo.

Quais cuidados com animais idosos doentes?

Quando cães e gatos se tornam idosos, você percebe com clareza algumas alterações, tanto físicas como comportamentais. Eles já não apresentam a mesma motivação de antes, podem desenvolver problemas nas articulações e até ganhar peso, já que não gastam tanta energia. Além disso, o pelo vai ficando cinza e os cochilos mais frequentes.

Tenha sempre muita paciência e dedicação ao seu cão idoso, pois ele pode precisar da sua ajuda em alguns momentos.

Conheça algumas doenças que os cães idosos podem desenvolver e os principais cuidados que são recomendados.

Cães

Doença periodontal

A doença periodontal costuma aparecer nos cães que não receberam o devido cuidado com os dentes ao longo da vida, se formando, assim, placas grossas em seus dentes.

Por conta disso, eles podem ter perda ósseas e dos dentes, o que dificulta a alimentação. Decorrente desses problemas, ele vai perder peso e ter a imunidade afetada.

Procure escovar os dentes do seu pet com frequência e faça uma limpeza no próprio veterinário — o ideal é que ela seja, pelo menos, anual.

Obesidade

O cão idoso já não tem aquela vitalidade de quando era filhote nem de quando era um adulto. Por conta disso, mesmo um passeio tranquilo pode provocar nele grande esforço, o que não é recomendável.

Por não se exercitar, ele pode acabar ganhando bastante peso e se tornar obeso — doença que pode desencadear outros problemas.

Portanto, procure passear com o pet pelo menos 10 minutos por dia, respeitando o limite dele, é claro.

Câncer

As chances de um cão idoso desenvolver câncer aumentam bastante, principalmente se ele não foi castrado enquanto era novo. Apesar de não ter cura, é possível retirar o tumor e dar mais alguns anos de vida e conforto ao pet.

Catarata

Percebeu que o seu cão está batendo em todo lugar ou não consegue identificar os objetos com tanta facilidade? Provavelmente ele está com catarata. Essa doença provoca uma película que cobre os olhos do animal, dificultando que ele enxergue.

Dependendo da idade do seu cachorro e da saúde dele, é possível operá-lo. No entanto, em alguns casos o procedimento pode não ser bem-sucedido, podendo o pet até perder a visão.

Gatos

Artrose

Certamente o seu felino não vai ser capaz de dar pulos de longas distâncias e altos como antigamente. Porém, se tiver dificuldade para subir em locais baixos, como escadas e descer de móveis, pode ser um sinal de artrose.

Ela é muito comum em gatos idosos, provocando dores e problemas de mobilidade. O veterinário vai precisar tirar um raio-X para diagnosticar com precisão. Já o tratamento costuma ser a ingestão de analgésicos ou fazer acupuntura, que propicia o alívio da dor.

Cardiopatias

Problemas no coração de um felino costumam ser difíceis de identificar. Portanto, acompanhar qualquer alteração é mais do que recomendado.

Geralmente, os gatos que apresentam alguma cardiopatia se mostram mais fracos, com dificuldade de respirar ou com a frequência respiratória aumentada. Além disso, ele vai estar mais fraco e pode até ter certa paralisia dos membros da frente. Assim que perceber algum desses sinais, leve-o para uma clínica veterinária de sua confiança.

Diabetes Mellitus

Gatos também podem desenvolver essa doença hormonal quando se tornam idosos. Por sinal, ela é bastante comum nos felinos.

Os sintomas mais frequentes são dificuldade de urinar, vômitos, muito apetite e perda de peso ao mesmo tempo, e bastante sede.

Assim como acontece com a gente, o tratamento da diabetes felina é por meio da insulina e do controle de ingestão de açúcares. Além disso, o veterinário deve prescrever uma dieta balanceada e personalizada para a condição do pet.

Como evitar as doenças transmitidas pelos animais?

Algumas doenças são conhecidas como zoonoses, ou seja, podem ser transmitidas do animal para os humanos. Portanto, todo cuidado é pouco para garantir a saúde do pet e da sua família. Entre as mais comuns, estão alergias, sarna, raiva, leptospirose e toxoplasmose.

Para evitar o contágio, é ideal adotar algumas medidas preventivas, como:

  • manter os ambientes que o animal frequenta sempre limpos, desinfetados e higienizados;
  • ter cuidado com as patas, limpando-as após passeios;
  • manter a vacinação em dia;
  • lavar sempre as mãos depois de brincar com o animal;
  • usar luvas na hora de recolher as fezes do pet;
  • evitar que o bichinho suba em sofás ou nas camas, principalmente se tiver ido à rua;
  • manter a caixa de areia sempre limpa.

Esperamos que após a leitura deste post você tenha tirado suas dúvidas sobre as principais doenças de animais e que se sinta mais preparado para ajudar o seu pet quando ele apresentar algum sintoma diferente.

Use este post como um material de consulta, recorrendo a ele sempre que surgir algum questionamento ou incerteza sobre o comportamento do seu animal!

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Como evitar fungos no seu pet

Fungos em cães e gatos são mais comuns do que os donos gostariam. Mas não há motivo para desespero: atualmente, uma série de soluções para o problema estão disponíveis. Fora isso, o mal pode ser evitado com algumas medidas simples.

 

Identifique a micose: Alimentando-se de tecidos mortos, como pele e pelos, os fungos estimulam o surgimento de manchas, quedas de pelo, caspa ou, inclusive, ferimentos graves e profundos na pele. “Tudo varia de acordo com o tipo de fungo. A identificação da micose é feita pelo veterinário, raspando parte da lesão”, orienta o veterinário Mario Chavao. Orelhas, cauda, face e barriga são os locais mais afetados.

 

Cuidado com a umidade: Por se tratar de uma zoonose, as micoses podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos. No entanto, alguns fungos fazem parte da microbiota dos animais, sem causar danos. “É importante evitar a exposição de cães e gatos a ambientes úmidos, mantendo o corpo do animal sempre seco, com atenção especial às orelhas”, recomenda.

 

Procure um veterinário: Caso você identifique a presença de fungos no pelo do seu animal, não utilize qualquer medicamento, shampoo ou sabonete sem a orientação do veterinário. “Esse cuidado evita que as lesões sejam ‘mascaradas’, dificultando o diagnóstico e tratamento corretos”, aponta Mario. Assim que o veterinário der seu parecer, inicie o tratamento adequado e mantenha o animal em quarentena, evitando que ele contamine outros bichos.

 

Avalie a higiene do pet shop: O melhor remédio ainda é a prevenção. Certifique-se de que o pet shop que você leva seu bichinho separe animais infectados dos saudáveis e mantenha limpos objetos que ele usa com frequência. Verifique, também, se há a aplicação de produtos especiais com antifungo na hora do banho, e mantenha o pelo sempre bem aparado.

gato fungos

Fungo em gatos é perigoso: Uma doença bastante grave, mas ainda pouco conhecida pelos donos, é a Esporotricose Felina. “Os gatos transmitem uns aos outros e, ainda, para os seres humanos através de arranhões”, explica. Uma vez dentro do organismo do hospedeiro, o fungo espalha-se pelo sistema linfático, causando lesões graves, dolorosas e de difícil tratamento. A doença, cujos sintomas são machucados purulentos, pode levar o gato à morte.

 

Está atento aos fungos em seu pet? Já teve alguma experiência? Compartilhe, comente abaixo!