Por Amanda Salim, colaboradora do Blog do Pata

Cao coleira segurança

Quem tem pet em casa sabe a importância de levar seu animalzinho para passear: eles ficam menos estressados, socializam com outros bichinhos, brincam, se divertem, gastam energia, se exercitam e, de quebra, também nos proporcionam momentos deliciosos.

 

Ainda assim, muita gente não sabe qual a frequência ideal dos passeios, o que levar, o que evitar e como agir em casos de emergência. Para ajudar você nesta tarefa, o Blog do Pata procurou alguns especialistas e tirou dúvidas importantes que vão lhe ajudar a tirar o máximo de benefícios deste momento que é, sem dúvida, o mais esperado pelo seu amiguinho.

 

Cuidados básicos

Antes de mais nada, não se esqueça das vacinas. “Não podemos sair com os nossos bichinhos se eles não estiverem devidamente vacinados com todas as doses das vacinas múltiplas em dia”, afirma a veterinária Dra. Mariza Alves, da rede Petz. A veterinária reforça que devemos sempre levar nosso cachorrinho pelo lado de dentro da calçada. “Isso evita que o animalzinho se assuste, e acabe indo para a rua movimentada”. Outros cuidados básicos: não passear em momentos muito quentes do dia (o horário ideal é antes das 10h e após às 16h), pois o chão quente pode queimar os coxins (almofadinhas das patinhas) do seu bichinho. “Nunca se esqueça também de sempre ter água disponível para seu amigo”, lembra o veterinário Dr. Alexandre Ribeiro, da Petland.

 

Uma regra de segurança que deve ser observada e respeita em todo e qualquer passeio é utilizar guia e coleira de boa qualidade. De acordo com o Dr. Alexandre, o equipamento tem que ter boa procedência e ser ergonômico, para evitar que seu pet se machuque. “Também é importantíssimo manter seu pet identificado, pois em caso de fuga será mais fácil encontrar o proprietário”, afirma. Para o veterinário, a tecnologia da microchipagem é indiscutivelmente a melhor opção do momento, lembrando que uma medalha de identidade também pode ajudar muito para uma rápida localização do dono por alguém que encontrar o animal perdido.

 

Sair quantas vezes por dia?

Uma dúvida bastante comum entre os donos de pets é a quantidade ideal de passeios. Veterinários afirmam que depende da raça e da idade do seu cãozinho. “Um labrador precisa de mais exercício que um Shitzu, por exemplo”, conta. Ele afirma, entretanto, que duas vezes ao dia é suficiente – uma pela manhã e outra à tarde ou à noite. Importante lembrar que, caso o seu animalzinho não tenha um lugar específico para fazer suas necessidades ou se ele não gosta de fazer em ambientes internos, o ideal é levá-lo para passear quatro vezes por dia, como lembra a Dra. Mariza.

 

Em dias de chuva, comum nas estações mais quentes do ano, fica difícil sair com o bichinho. Como compensar o passeio? “O ideal é promover o máximo de brincadeiras com seu amigo para passar tempo com ele e, dessa forma, fazer com que ele se sinta bem”, conta Dra Mariza. Vale jogar bolinha, esconder petiscos, correr pela casa (caso haja espaço) e qualquer outra brincadeira que você sabe que diverte seu pet.

 

Tomar sol. Sim ou não?

Outra questão que levanta dúvidas é se cães e gatos devem tomar sol. Para a Dra Mariza, sim, estes animais devem tomar sol principalmente quando são filhotes, pois existem vitaminas que são importantes para o organismo deles e que são produzidas a partir da radiação solar. Entretanto, essa exposição ao sol deve ser feita com cautela, lembra a veterinária. “O sol deve estar mais ameno e a exposição não deve ser muito longa. Os animais de pele e pelos claros são pré-dispostos a apresentar câncer de pele se ficarem muito tempo expostos ao sol sem proteção”, conta Dra Mariza. Para estes bichinhos, vale lançar mão do protetor solar.

 

O que levar no passeio?

Mesmo que o seu bichinho já tenho feito suas necessidades antes de sair, é aconselhável levar um saquinho para recolher as fezes. De acordo com o Dr. Alexandre, hoje existem modelos chamados “cata cacas”, em que os saquinhos são acondicionados em um porta saquinhos customizado. “Além de bonitos, são bastante práticos e os plásticos, bem resistentes”. Importante também não esquecer da água, pois seu pet precisa estar sempre bem hidratado. Uma opção são os bebedouros portáteis. “São garrafas projetadas para uso com bebedouro acoplado”, conta o veterinário.

 

Coleira peitoral ou enforcador?

A coleira peitoral é mais confortável para o animal, pois não aperta a garganta e não provoca tosse no seu bichinho. Além do conforto, o peitoral é também mais seguro. Por outro lado, o peitoral é indicado para animais mais leves e delicados, enquanto o enforcador corrige hábitos inadequados e é recomendado para animais de porte maior, mais fortes. Para a veterinária Julia Chinellato, da Clínica Bicho de Estimação, o uso de cada tipo de coleira varia de acordo com a raça e controle que o proprietário tem sobre o animal. “Muitas vezes o dono não quer colocar o enforcador para não “machucar” o animal, mas o animal é grande e o dono não tem controle sobre ele. O que acontece? A coleira peitoral estoura e o bichinho ataca outro cães”.  A veterinária afirma que atende muitos cães machucados por conta disso, portanto é importantíssimo adequar o tipo de coleira ao porte do seu cão. Em caso de dúvidas, procure sempre um veterinário.

 

Quando usar focinheira?

O uso da focinheira é obrigatória por lei para animais de raças como Pit Bull, Rotweiller, Mastim Napolitano, American Staffoshire Terrier, entre outros. “O uso da focinheira é necessário quando o animal sair de casa para o convívio com outros animais. O proprietário é o responsável por possíveis ataques de seu cão, então sempre que existir a possibilidade de ataque, o cão deve usar focinheira”, afirma o Dr. Alexandre.  Lembre-se sempre de que a focinheira não deve fechar a boca do animal, pois ele precisa respirar de boca aberta para trocar calor com o ambiente. Se a boca ficar fechada, o cão pode até falecer.
Já para os gatos, Dr. Alexandre afirma que, apesar de existiram modelos de focinheira para felinos, seu uso é incomum e, na maioria das vezes, desnecessário.

 

A coleira é suficiente para evitar acidentes?

Desde que seu animalzinho não fique puxando muito durante o passeio, a coleira é, sim, suficiente, afirma Dra. Mariza. Vale lembrar que a coleira e a guia devem ser de boa qualidade para evitar o rompimento e, consequentemente, a fuga do animal.

 

Se um outro cão vem correndo na direção do meu bichinho, o que fazer?

Evitar o confronto é sempre a melhor alternativa. Antes de mais nada, você deve proteger o seu cão. Perceba se o outro cão vêm correndo para brincar, ou se está correndo com um aspecto mais agressivo. De qualquer forma, se o seu animal perceber que outro está correndo em direção à ele, ficará tenso. “Tente acalmá-lo e o retire daquele ambiente. Às vezes, só o fato de dar dois ou três passos em outra direção deixará o seu animal mais calmo, conta Dra. Mariza. Para o veterinário da Clínica Petland, esta situação é o maior medo de todos os donos de pets. “Somente uma política de conscientização e posse responsável será capaz de inibir tal problema. Por trás de um cão solto existe sempre um proprietário negligente e/ou equipamento inadequado, como guias e peitorais de péssima qualidade”, afirma Dr. Alexandre.

Vale reforçar que você é responsável pelo seu pet. Se ele não caminha corretamente ou é agressivo com outros animais, é dever do proprietário procurar serviços de adestramento, além de ser obrigatório o uso de focinheira.

Um lembrete importante: “Se você tem um cão grande e forte que sabidamente tenta se desvencilhar da guia e coleira, não permita que ele seja conduzido ao passeio por criancas e idosos”, lembra Dr. Alexandre.

 

Em caso de dúvidas, consulte sempre um médico veterinário, pois ele é o único profissional habilitado para cuidar da saúde e demais aspectos da vida do seu pet.

 

Você toma algum cuidado específico durante os passeios com os pets? Já enfrentou alguma situação complicada? Conte-nos suas experiências, deixe seu comentário abaixo!

2 Replies to “A hora do passeio”

  1. Quando passeio com minha cadela Maya Hime, uma akita inu, eu sempre levo um borrificador com água e detergente para limpar a urina dela em locais públicos. Peguei um recipiente de maionese, nada muito complicado e me sinto bem em saber que não deixo as guias, calçadas e postes com o xixi de Maya Hime.

    1. Oi Elizabeth, que idéia bacana! É sempre muito bom saber que tem gente que sai de casa já pensando nos outros, muito legal mesmo. Parabéns!
      Certamente vamos incorporar sua idéia aqui no Blog do Pata quando formos falar de cidadania nos passeios, com sua devida autorização é claro! 🙂

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